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SOU Rio compra Transportes Campo Grande e amplia presença na Zona Oeste do Rio – Diário do Rio de Janeiro

  • Publishedmaio 9, 2026

Carta do papai Noel

A SOU Rio de Janeiro ampliou sua presença no transporte coletivo urbano da capital fluminense após concluir a aquisição da Transportes Campo Grande, uma das empresas tradicionais da Zona Oeste. A operação marca mais um movimento de consolidação no setor de ônibus do Rio de Janeiro, que passa por reorganização após anos de crise financeira, queda de demanda e dificuldades operacionais. As informações são do portal especializado Ônibus e Transporte.

A SOU Rio de Janeiro é a marca usada pela Sancetur – Santa Cecília Turismo na capital. Com a compra, o grupo passa a reforçar sua atuação em regiões estratégicas como Campo Grande, Bangu, Padre Miguel, Realengo e bairros próximos.

A movimentação ocorre pouco tempo depois da chegada da empresa ao mercado carioca, iniciada com a aquisição de operações ligadas à Transportes Barra e à Auto Viação Palmares.

SOU avança no Consórcio Santa Cruz

Com a incorporação da Transportes Campo Grande, a SOU Rio de Janeiro fortalece sua posição dentro do Consórcio Santa Cruz, responsável por uma das áreas mais importantes do sistema municipal de ônibus.

A região concentra deslocamentos diários de grande volume entre bairros da Zona Oeste e o Centro do Rio, além de conexões com estações de trem, BRT e terminais rodoviários.

A expectativa no setor é que a nova operação passe por reestruturações graduais, com ajustes operacionais e renovação de frota, seguindo o padrão observado em outras empresas assumidas pelo grupo.

Transportes Campo Grande tem história na Zona Oeste

A Transportes Campo Grande tem trajetória longa no transporte urbano carioca. A empresa surgiu na década de 1960 e se consolidou em linhas importantes da Zona Oeste, especialmente em Campo Grande, Bangu, Padre Miguel e áreas vizinhas.

Uma de suas primeiras operações foi a linha 786, ligando Campo Grande a Marechal Hermes. Ao longo das décadas, a companhia passou por fusões, separações e mudanças de carteira operacional, assumindo também linhas com ligação para a Zona Norte e para o Centro.

Em 1994, recebeu a linha S-13, atual 369, entre Bangu e Candelária, no período dos chamados “Canarinhos”. Em 2009, em meio à crise de empresas da Zona Oeste, incorporou linhas oriundas da Ocidental e da Feital, incluindo as tradicionais 396 e 397, entre as mais movimentadas da região.

A partir de 2015, após a quebra de empresas como Rio Rotas e Algarve, a Transportes Campo Grande assumiu outras linhas relevantes, como 786, 846, 847, 848, 759 e 388, ampliando sua presença operacional.

Empresa vinha renovando frota

Nos últimos anos, a Transportes Campo Grande passou por ciclos de renovação de frota. A partir de 2017, incorporou ônibus Torino e Caio Apache Vip III e IV, além de micro-ônibus com ar-condicionado.

Com a implantação dos subsídios municipais em 2023, a renovação ganhou novo fôlego. A empresa recebeu mais de 30 veículos, incluindo modelos Caio Apache Vip IV, Svelto e Apache Vip V vindos de outras operadoras.

Em 2025, a companhia avançou no processo de modernização com a aquisição de seus primeiros ônibus com tecnologia Euro 6, reforçando a tentativa de atualização operacional antes da negociação com a SOU Rio de Janeiro.

Setor de ônibus passa por reorganização

A compra da Transportes Campo Grande ocorre em um momento de forte reestruturação do sistema de ônibus do Rio de Janeiro. Empresas tradicionais enfrentaram dificuldades financeiras nos últimos anos, com redução de passageiros, envelhecimento da frota e impactos acumulados desde a pandemia.

Em junho de 2021, uma joint venture formada entre a Transportes Campo Grande e a Viação Penha Rio ingressou com pedido de recuperação judicial, refletindo a pressão econômica vivida por operadores do setor.

Ao mesmo tempo, novos grupos vêm ampliando participação no mercado carioca, apostando em gestão mais centralizada, reorganização de linhas e renovação de veículos.

Com a nova aquisição, a SOU Rio de Janeiro passa a ter uma presença ainda mais relevante na Zona Oeste, área decisiva para a mobilidade da cidade e para o funcionamento diário do sistema municipal de ônibus.

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Fonte: diariodorio.com