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MP denuncia Marcinho VP, Oruam e mais 10 por organização criminosa e lavagem de dinheiro no Rio – Diário do Rio de Janeiro

MP denuncia Marcinho VP, Oruam e mais 10 por organização criminosa e lavagem de dinheiro no Rio – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmaio 1, 2026
MP denuncia Marcinho VP, Oruam e mais 10 por organização criminosa e lavagem de dinheiro no Rio – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Foto: Reprodução/Domingo Espetacular

O Ministério Público do Rio denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (01/05), o traficante Márcio Santos Nepomuceno, a mulher dele, Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, e outras nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A acusação sustenta que o grupo atuava no “branqueamento” de valores provenientes do tráfico de drogas em comunidades cariocas.

A denúncia é resultado de uma operação da Polícia Civil realizada na última quarta-feira (29/04), quando foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados. Segundo a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, mesmo preso há mais de duas décadas, Marcinho VP ainda exerceria influência relevante na facção Comando Vermelho, coordenando recursos financeiros e estratégias de expansão.

De acordo com os promotores, a gestão financeira do esquema ficava a cargo de Marcia Nepomuceno. As investigações indicam que ela recebia dinheiro em espécie de integrantes da facção, entre eles Edgar Alves de Andrade, Wilton Carlos Rabello Quintanilha e Luciano Martiniano. Para ocultar a origem dos recursos, ela teria adquirido e administrado empresas, imóveis e fazendas.

A denúncia aponta ainda que Oruam seria beneficiário direto do esquema. Segundo a ação penal, ele recebia recursos ilícitos e utilizava a carreira musical para dar aparência legal ao dinheiro. Os valores, ainda conforme o MP, teriam sido usados em despesas pessoais, viagens, festas e investimentos, com repasses vindos de nomes ligados ao tráfico.

Outros integrantes completariam a estrutura. Lucas Nepomuceno aparece como parte do núcleo familiar, responsável por intermediar ordens e auxiliar na gestão de ativos. Já Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, e Jeferson Lima Assis são apontados como integrantes do núcleo operacional, atuando na lavagem de dinheiro e como testas de ferro.

No topo da operação nas comunidades estariam, segundo a denúncia, Doca, Abelha, Pezão, além de outros identificados como 2D e Sam, responsáveis pelo tráfico de drogas e pelo repasse de parte dos lucros ao núcleo familiar.

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Fonte: diariodorio.com