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Leblon lidera captação de fundos no início de 2026 e supera Faria Lima no trimestre – Diário do Rio de Janeiro

Leblon lidera captação de fundos no início de 2026 e supera Faria Lima no trimestre – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedabril 28, 2026
Leblon lidera captação de fundos no início de 2026 e supera Faria Lima no trimestre – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Vista parcial do bairro do Leblon

Levantamento da Comdinheiro/Nelogica indica que gestoras com base no Rio de Janeiro, concentradas sobretudo no Leblon, começaram 2026 em ritmo forte e lideram a captação líquida de investimentos no primeiro trimestre, mesmo após um 2025 marcado por mais retiradas do que aportes.

Depois de fechar o ano passado no vermelho, os fundos administrados por casas cariocas registraram captação líquida positiva de R$ 70,9 bilhões entre janeiro e março. O resultado ficou acima do registrado por gestoras de São Paulo, que somaram R$ 56,7 bilhões no mesmo período, apesar de a Faria Lima concentrar um volume de patrimônio quase duas vezes maior que o da indústria baseada no Rio.

As gestoras cariocas administram atualmente 4,3 mil fundos, o equivalente a 17,3% de toda a indústria brasileira. No total, o patrimônio líquido chega a R$ 2,8 trilhões. Em São Paulo, o volume é de R$ 5,1 trilhões, o maior do país.

Mesmo atrás no acumulado de patrimônio, a Faria Lima segue com forte ritmo de entrada de recursos. Apenas no primeiro trimestre, a captação paulista já representa cerca de 84% de todo o volume registrado ao longo de 2025, sinalizando aceleração no início do ano.

Segundo Gabriel Fenili, especialista sênior da Comdinheiro/Nelogica, o movimento recente pode estar relacionado ao desempenho positivo da Bolsa brasileira, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro no país.

O levantamento também mostra uma concentração ainda maior da indústria nos dois principais eixos financeiros do país. Mais de 95% dos fundos brasileiros estão sob gestão de casas sediadas no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

No recorte regional, Distrito Federal e Ceará foram as únicas unidades da federação com captação líquida negativa no primeiro trimestre. Os fundos locais registraram saídas de R$ 2,2 bilhões e R$ 1,09 bilhão, respectivamente.

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Fonte: diariodorio.com