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Hospital da Lagoa reabre 42 leitos após investimento de R$ 20 milhões – Diário do Rio de Janeiro

Hospital da Lagoa reabre 42 leitos após investimento de R$ 20 milhões – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmaio 14, 2026
Hospital da Lagoa reabre 42 leitos após investimento de R$ 20 milhões – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Alexandre Padilha – Foto: Walterson Rosa/MS

O Ministério da Saúde reabriu, nesta quinta-feira (14), 42 leitos no Hospital Federal da Lagoa (HFL), na Zona Sul do Rio de Janeiro. A entrega amplia em 25% a capacidade de atendimento da unidade e faz parte da reestruturação da rede federal de saúde no estado.

Do total de leitos reabertos, 26 fazem parte da ala de internação do hospital, que estava fechada havia cinco anos. Os novos espaços serão usados para atendimento pós-operatório e clínica médica.

A unidade recebeu investimento de R$ 20 milhões do Governo do Brasil. Os recursos também foram destinados a melhorias de infraestrutura, modernização do sistema elétrico, nova climatização e ações para reduzir filas no Sistema Único de Saúde (SUS).

A reabertura integra o programa Agora Tem Especialistas, voltado à ampliação do atendimento especializado e à reorganização dos hospitais federais no Rio de Janeiro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a entrega faz parte de um processo mais amplo de recuperação da rede federal no estado. “Esse é mais um passo na qualificação do HFL e na reestruturação completa dos hospitais federais do Rio de Janeiro, ação do Governo do Brasil. Só em 2025, tivemos um aumento de mais de 50% no número de cirurgias realizadas por essas unidades. Com isso, estamos devolvendo à população do Rio esses hospitais, após o apagão enfrentado durante a gestão anterior”, afirmou.

Hospital terá reforço de 200 profissionais

Durante a agenda, Alexandre Padilha também anunciou o reforço da capacidade assistencial do Hospital Federal da Lagoa com a chegada de mais 200 novos colaboradores.

As contratações fazem parte do processo de integração da unidade com o Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dentro da parceria voltada à reestruturação do hospital.

O projeto prevê que o Hospital da Lagoa se torne base do novo Instituto IFF/Fiocruz, com foco em atenção de alta complexidade à saúde da mulher, da criança e do adolescente.

A proposta inclui expansão das UTIs neonatal e pediátrica, fortalecimento da oncologia, da atenção às doenças raras e da saúde reprodutiva. Também estão previstas modernização da infraestrutura hospitalar e incorporação de novas tecnologias.

A ideia do ministério é transformar o hospital em um complexo mais eficiente e resolutivo para o SUS, alinhado à estratégia da Rede de Serviços e Hospitais Inteligentes.

Nomeação de servidores para institutos federais

Ainda no Rio, Padilha assinou uma portaria de nomeação de mais de 300 servidores para reforçar institutos federais no Rio de Janeiro e no Pará.

As nomeações ocorrerão por meio do Concurso Público Nacional Unificado 2, realizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Serão contemplados cinco centros: Instituto Nacional do Câncer (Inca), Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), Instituto Evandro Chagas (IEC) e Centro Nacional de Primatas (Cenp), vinculado ao Instituto Evandro Chagas.

Rede federal do Rio passa por reestruturação

Além do Hospital Federal da Lagoa, outras unidades federais do Rio de Janeiro também estão dentro do plano de reestruturação. A lista inclui o Hospital Federal do Andaraí, o Hospital Federal de Bonsucesso, o Hospital Federal Cardoso Fontes e o Hospital Federal dos Servidores do Estado.

Segundo o Ministério da Saúde, o Governo do Brasil já investiu R$ 1,4 bilhão na rede federal do Rio. O resultado, de acordo com a pasta, foi aumento de 27% no número de leitos.

Entre as entregas citadas estão a expansão dos serviços de imagem, emergência, ambulatórios e terapia intensiva. Também houve retomada de áreas estratégicas, como cirurgia cardíaca pediátrica, trauma ortopédico, cirurgia geral e tratamento de queimados.

O plano de reestruturação começou em março de 2024, com a instalação de um comitê gestor para coordenar a recuperação da rede.

Agenda também passou por Mesquita e Nilópolis

Na Baixada Fluminense, o ministro visitou o Complexo de Saúde São José, em Mesquita, formado por uma clínica da família e uma policlínica.

Para o custeio desses e de outros serviços no município, o Ministério da Saúde ampliou em cerca de 20% os repasses federais. O investimento previsto para 2026 é de R$ 15,5 milhões, contra R$ 12 milhões destinados em 2022.

A Policlínica São José passou por modernização e realiza cerca de 10 mil atendimentos por mês. A unidade oferece 25 especialidades médicas e multiprofissionais, entre elas cardiologia, neurologia, ginecologia, psiquiatria, urologia, dermatologia, reumatologia, pediatria e mastologia.

A estrutura também conta com ambulatórios de dor e obesidade. Já a clínica de saúde da família tem sete equipes de Saúde da Família, seis equipes de Saúde Bucal e equipe e-Multi. O serviço é referência para até 24,5 mil pessoas, com capacidade média diária de 380 consultas médicas e de enfermagem e 60 atendimentos odontológicos.

Mesquita também recebeu, neste ano, a Carreta de Saúde da Mulher do programa Agora Tem Especialistas. A ação realizou 1.877 procedimentos, entre consultas especializadas, mamografias, ultrassonografias e punções de mama.

Em Nilópolis, Alexandre Padilha visitou o Hospital e Maternidade Municipal Juscelino Kubitschek, o Hospital JK, que oferece serviços ambulatoriais, internação, urgência e apoio diagnóstico e terapêutico.

A unidade tem 92 leitos, sendo 76% destinados ao SUS. O município também terá aumento no repasse federal para a saúde. A previsão para este ano é de R$ 44 milhões em custeio, valor 140% maior que o registrado em 2022, quando foram destinados R$ 18,3 milhões.

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Fonte: diariodorio.com