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São Conrado terá triciclo elétrico para coleta de recicláveis e orgânicos na orla – Diário do Rio de Janeiro

São Conrado terá triciclo elétrico para coleta de recicláveis e orgânicos na orla – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmaio 14, 2026
São Conrado terá triciclo elétrico para coleta de recicláveis e orgânicos na orla – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
A Orla Rio e a Green Mining iniciam em São Conrado a primeira fase do projeto Protect Paradise, com triciclo elétrico para coleta de recicláveis e resíduos orgânicos em dez quiosques da orla carioca.

A orla de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, passa a contar nesta semana com um triciclo elétrico para coleta de materiais recicláveis e resíduos orgânicos. A iniciativa marca a primeira fase do projeto Protect Paradise na capital carioca, em parceria entre a Orla Rio e a startup Green Mining.

Nesta etapa inicial, o triciclo atenderá dez quiosques da região. A operação será conduzida pela Green Mining, com coleta separada de recicláveis e orgânicos, dentro de uma proposta de logística reversa e destinação ambiental adequada dos resíduos gerados na orla.

O Protect Paradise foi desenvolvido pela Green Mining e já atua há cinco anos em destinos como Fernando de Noronha e Chapada dos Veadeiros. O projeto também passou por locais como Trancoso, Ilhabela e São Paulo.

Quiosques entram na rota da coleta sustentável

A chegada do projeto a São Conrado faz parte da agenda da Orla Rio para aplicar soluções sustentáveis à rotina dos quiosques e à gestão do território praiano.

O triciclo elétrico não emite CO? durante o deslocamento e permite circular com mais facilidade entre os quiosques, sem uso de combustível fóssil. A proposta é reduzir o impacto ambiental da operação e tornar a coleta mais próxima da rotina dos comerciantes.

Os recicláveis coletados serão triados pela Coopera Rocinha e encaminhados para reciclagem. Já os resíduos orgânicos terão destinação por meio da parceria com a Ciclo Orgânico, empresa especializada em coleta e compostagem no Rio de Janeiro.

Com a compostagem, restos de alimentos e outros materiais orgânicos deixam de seguir para aterros e são transformados em adubo. O processo também ajuda a evitar a geração de metano, gás associado à decomposição de resíduos orgânicos em aterros.

São Conrado como território de preservação

A ação chega a uma região onde já existem iniciativas locais voltadas à preservação ambiental e à valorização da praia. Projetos conduzidos pela Orla Rio, Route Brasil e organizações comunitárias têm buscado fortalecer a educação ambiental e a participação de moradores, surfistas, comerciantes e frequentadores.

Entre os grupos envolvidos nesse movimento estão Preserva Cantão, Vivendo um Sonho Surf, Associação de Surf, Associação de Voo Livre, Amasco, AMA, Rio Eco Cantão e Route Brasil.

A iniciativa também conta com a parceria da Ancat, a Associação Nacional dos Catadores, reforçando a conexão entre sustentabilidade, reciclagem e inclusão produtiva.

Para João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio, o projeto será testado em São Conrado com possibilidade de expansão para outros pontos da orla. “A Orla Rio tem o compromisso de transformar a praia em um território cada vez mais qualificado, sustentável e preparado para responder aos desafios de uma cidade que recebe milhões de pessoas todos os meses. A parceria com a Green Mining nasce com esse propósito: incorporar uma solução prática à rotina dos quiosques, dando destinação adequada a recicláveis e orgânicos de forma simples, próxima e eficiente. Começamos por São Conrado com a ambição de testar, aperfeiçoar e avaliar a expansão desse modelo para outros pontos da orla”.

Modelo pode ser replicado em outros destinos

Segundo Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining, cada local precisa de um desenho próprio de operação. Em São Conrado, a ideia é criar uma rotina de coleta que funcione para os quiosques e ajude a envolver a comunidade. “Cada território exige um desenho operacional próprio. Em São Conrado, a ideia é construir um modelo funcional, que gere engajamento local e ajude a dar visibilidade à importância da destinação correta. Após testes iniciais queremos replicar a solução em outros paraísos do litoral brasileiro”.

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Fonte: diariodorio.com