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Conferência Livre ODS discute justiça climática e vulnerabilidade social no Rio – Diário do Rio de Janeiro

Conferência Livre ODS discute justiça climática e vulnerabilidade social no Rio – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmaio 14, 2026
Conferência Livre ODS discute justiça climática e vulnerabilidade social no Rio – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Consequências de chuvas intensas e estiagem causam mais danos na periferia. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

As mudanças climáticas e seus impactos sobre populações mais vulneráveis serão tema de debate neste sábado (16), às 14h30, durante a Conferência Livre ODS Região Sudeste, no Centro do Rio. O encontro integra a etapa preparatória da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que será realizada em Brasília entre 29 de junho e 2 de julho.

O evento será promovido pelo movimento Elo Mulheres, ligado à Rede Sustentabilidade, com foco em discutir justiça climática, vulnerabilidade social e políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. A atividade acontece no Windsor Guanabara Hotel, na Avenida Presidente Vargas, e também terá participação online mediante inscrição.

As inscrições seguem abertas e podem ser feitas por meio de link disponibilizado pela organização. As propostas construídas ao longo do encontro serão sistematizadas e encaminhadas à etapa nacional da conferência, em Brasília, onde devem compor o debate sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Entre os temas em pauta estão medidas para enfrentar os efeitos de enchentes, deslizamentos e ondas de calor em áreas urbanas mais pobres, além de estratégias de segurança alimentar, agricultura sustentável e construção de cidades mais inclusivas e resilientes.

A deputada federal Heloísa Helena destaca que os impactos climáticos atingem de forma mais intensa as populações que vivem em territórios com menos infraestrutura e acesso a serviços públicos.

“As mudanças climáticas afetam, principalmente, os mais pobres e vulneráveis socialmente. Como moram em áreas sem infraestrutura e não têm acesso a serviços públicos básicos, eles sofrem muito mais os impactos de inundações, deslizamentos, calor extremo”, afirmou.

Dados do Censo 2022 mostram que o Brasil possui mais de 12 mil favelas e comunidades urbanas, onde vivem cerca de 16,5 milhões de pessoas. Segundo a plataforma Adapta Brasil, mais de 8,2 milhões dessas pessoas estão em áreas sujeitas a riscos como inundações, enxurradas e deslizamentos.

Para a coordenadora nacional do Elo Mulheres, Cristiana Almeida, o debate é essencial para a formulação de políticas públicas mais eficazes diante da crise climática.

“As desigualdades sociais são aprofundadas com as crises climáticas. Por isso é fundamental discutirmos medidas de proteção às pessoas que moram nas periferias das cidades”, afirmou.

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Fonte: diariodorio.com