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Xarope para tosse é proibido pela Anvisa por risco de arritmia potencialmente fatal

Xaropes para tosse são muito populares, mas não devem ser usados por conta própria  (DEV IMAGES/Getty Images) Continua após publicidade

  • Publishedabril 27, 2026

Xaropes para tosse são muito populares, mas não devem ser usados por conta própria  (DEV IMAGES/Getty Images)

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Carta do papai Noel

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda de medicamentos que contenham clobutinol, substância geralmente utilizada em xaropes para tosse.
A autarquia federal tomou essa decisão porque o clobutinol eleva o risco de arritmia cardíaca grave. “Os riscos superam seus benefícios”, pontua a Anvisa na resolução publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 27.

Com a decisão, todos os remédios que contenham o príncipio ativo devem ser recolhidos dos pontos de venda e não podem mais ser comercializados.
O que é o clobutinol
Trata-se de um antitussígeno — ou seja, um medicamento que combate a tosse — com ação direta no sistema nervoso central. Em geral, ele era indicado para tratar tosse irritativa e não-produtiva, aquela mais seca.  Também havia a indicação para antes, durante ou após exames ou procedimentos realizados no tórax ou no pulmão.

O risco cardíaco
Não é de hoje que se conhece a relação entre o clobutinol e problemas cardíacos. Na verdade, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) recomendou a retirada do medicamento do mercado ainda em 2007.

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O comitê responsável pela avaliação analisou estudos e concluiu que o uso do medicamento eleva o risco de arritmia grave com prolongamento do intervalo QT. Nessa situação, o coração bate de forma mais espaçada, o que leva a taquicardias, desmaios e até à morte súbita.
A própria farmacêutica que desenvolveu o clobutinol, a Boehringer Ingelheim, descontinuou voluntariamente seus produtos com a substância em 2007, após os alertas das autoridades. No Brasil, estavam à venda versões genéricas, em geral combinadas com outros princípios ativos.
 
 

Fonte: saude.abril.com.br