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Prédio que dará lugar a empreendimento ‘odiado’ por moradores no Leblon será demolido em breve – Diário do Rio de Janeiro

Prédio que dará lugar a empreendimento ‘odiado’ por moradores no Leblon será demolido em breve – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmaio 7, 2026
Prédio que dará lugar a empreendimento ‘odiado’ por moradores no Leblon será demolido em breve – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Edifício será demolido nos próximos meses — Foto: Reprodução/Google Maps

Os moradores da Rua Almirante Guilhem, no Leblon, já podem começar a se despedir do simpático predinho de quatro andares, considerado um dos mais antigo da via. O Edifício Dom Pedrito, construído na década de 1950, será demolido em breve para dar lugar ao polêmico empreendimento compacto da construtora Mozak.

O prédio, de quatro andares e tipologia típica da primeira fase de ocupação do bairro, foi um dos primeiros da rua, que na época ainda era chamada Dom Pedrito. Com fachada tradicional e plantas amplas, o imóvel reúne hoje 16 unidades, das quais 9 já têm desocupação prevista para os próximos meses, etapa que antecede a demolição.

No lugar, será erguido um edifício de 10 pavimentos com 115 unidades, incluindo estúdios, apartamentos de um quarto e double suítes, com metragens entre 41 m² e 77 m². Os valores devem partir de cerca de R$ 2 milhões, segundo informações do projeto.

Protesto das Helenas

Placas instaladas em 2025 nas fachadas dos edifícios contra o novo empreendimento

Vale lembrar que o anúncio do empreendimento compacto chegou a virar pauta no bairro em meados do ano passado, com direito a discussão entre moradores sobre a mudança do perfil do Leblon. Parte da vizinhança criticava a tipologia das novas unidades, apontando uma descaracterização do padrão tradicional, marcado por apartamentos maiores e menor adensamento.

Houve, inclusive, mobilização entre moradores mais conservadores e contrários ao projeto, com circulação de panfletos e placas em fachadas de edifícios com mensagens como “O Leblon está sob risco” e “Querem destruir o Leblon”. A iniciativa virou piada no Rio.

Também foram feitas tentativas de articulação jurídica para contestar a obra, incluindo a criação de um rateio para contratar um advogado com o objetivo de barrar o empreendimento, que, ao que tudo indica, não teve sucesso.

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Fonte: diariodorio.com