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Papa Leão XIV recebe orquestra juvenil Chiquinha Gonzaga no Vaticano – Diário do Rio de Janeiro

Papa Leão XIV recebe orquestra juvenil Chiquinha Gonzaga no Vaticano – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedabril 30, 2026
Papa Leão XIV recebe orquestra juvenil Chiquinha Gonzaga no Vaticano – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
OSJ Chiquinha Gonzaga no Vaticano – 29 de abril – Foto: Rafael Ribeiro

A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga participou, na última quarta-feira (29 de abril), de uma audiência com o Papa Leão XIV, no Vaticano. Após o encontro, o grupo se apresentou na Praça de São Pedro, em uma das agendas mais simbólicas da turnê Conexão Vaticano.

Formada por jovens instrumentistas do Rio de Janeiro, a orquestra tocou e cantou Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com participação da cantora Flor Gil, neta de Gilberto Gil. O repertório também teve Feira de Mangaio, de Sivuca e Glorinha Gadelha, sob regência da maestra Ludhymila Bruzzi.

A turnê levou o grupo à Itália pela primeira vez e faz parte das comemorações do bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. Nos últimos dias, a orquestra também se apresentou no Auditório Magno da Universidade La Sapienza, em Roma.

Projeto valoriza meninas na música orquestral

Criada em 2021, a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga nasceu com o objetivo de ampliar a presença feminina na música orquestral.

O grupo é formado exclusivamente por meninas. São 52 instrumentistas, com idades entre 13 e 21 anos. O nome homenageia Chiquinha Gonzaga, primeira regente mulher do Brasil e símbolo de liberdade, liderança feminina e ruptura de barreiras na música.

A seleção para intercâmbios internacionais é feita entre as alunas com melhor desempenho. Segundo a direção do projeto, essa dinâmica tem provocado mudanças profundas na vida das jovens. Em muitos casos, elas são as primeiras de suas famílias a frequentar a universidade e a construir planos profissionais de longo prazo.

Música como diplomacia cultural

Para a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, a participação nas comemorações do bicentenário representa uma oportunidade de levar a música brasileira a um espaço de forte peso cultural e diplomático. “A participação da Orquestra neste marco histórico reafirma o papel da música como instrumento de diálogo entre nações, de promoção da cultura brasileira e de fortalecimento de valores universais como paz, diversidade, espiritualidade e cooperação entre os povos”, afirmou Moana Martins, pianista e diretora-executiva da orquestra.

Ela também destacou o contexto do novo papado. “Este intercâmbio ganha ainda maior significado no contexto do novo papado, que valoriza a diplomacia cultural, o diálogo inter-religioso e a arte como linguagem universal de aproximação entre culturas”, completou Moana Martins.

Turnê segue até 1º de maio

A turnê Conexão Vaticano acontece entre os dias 23 de abril e 1º de maio. A agenda integra a programação oficial dos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé.

A iniciativa tem apoio do Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil junto à Santa Sé, da Embaixada do Brasil em Roma e do Instituto Guimarães Rosa.

O projeto também conta com patrocínio da Zurich Santander, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A Petrogal Brasil, joint venture Galp|Sinopec, é patrocinadora master da orquestra e apoia a formação contínua das jovens instrumentistas ao longo do ano.

Bicentenário Brasil-Santa Sé

Em 2026, o Brasil e a Santa Sé celebram 200 anos de relações diplomáticas. A data tem sido marcada por uma programação cultural, acadêmica e artística, com atividades em Roma.

O primeiro encarregado de negócios do Brasil junto à Santa Sé foi o monsenhor Francisco Corrêa Vidigal. Ele chegou a Roma em 17 de agosto de 1824, com a missão de negociar o reconhecimento da independência brasileira. Em 23 de janeiro de 1826, apresentou credenciais ao Papa Leão XII.

As comemorações são organizadas pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil junto à Santa Sé e do Instituto Guimarães Rosa, em parceria com o Ministério da Cultura.

A programação conta ainda com apoio do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Entre as atividades previstas estão exposições, apresentações musicais, produções audiovisuais, seminários acadêmicos e publicações comemorativas.

A identidade visual do bicentenário foi elaborada em colaboração com a PUC-Rio, pela designer Evelyn Grumach. A arte faz referência ao encontro entre os arcos do Palácio Itamaraty e da Basílica de São Pedro, simbolizando as relações de amizade entre os dois Estados.

As ações culturais e educacionais buscam destacar os laços históricos entre o Brasil e a Santa Sé, além da contribuição da Igreja Católica para a formação do patrimônio cultural brasileiro, nas áreas da educação, literatura, música e artes visuais.

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Fonte: diariodorio.com