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Nova Iguaçu inaugura primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do Rio – Diário do Rio de Janeiro

Nova Iguaçu inaugura primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do Rio – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmaio 1, 2026
Nova Iguaçu inaugura primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do Rio – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Divulgação

Nova Iguaçu passou a abrigar o primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio de Janeiro. A inauguração foi realizada nesta quinta-feira (30), data em que se celebra o Dia da Baixada Fluminense, no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, no bairro Barão de Guandu, em Tinguá.

O novo equipamento cultural, chamado MAE-NI, nasce em uma área considerada o berço da Baixada Fluminense. A região de Iguassú Velha guarda vestígios importantes da formação social, econômica e cultural do território, além de ter forte potencial turístico.

A abertura reuniu autoridades, moradores, visitantes e representantes de movimentos culturais do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Para a prefeitura, o museu coloca Nova Iguaçu em um circuito nacional ainda restrito, com poucos espaços dedicados à arqueologia e à etnologia no país.

“Ao inaugurar este museu, queremos que todos os moradores da Baixada Fluminense reconheçam suas raízes e saibam que aqui está o início da nossa história. Este não é apenas um equipamento de cultura, mas um ponto de pertencimento que representa o sentimento de resgate de uma história que é não somente dos iguaçuanos, mas dos moradores de todos os municípios vizinhos que surgiram de Nova Iguaçu”, afirmou o prefeito Dudu Reina.

“Queremos que todos venham conhecer o museu e todo este sítio arqueológico para que entendam o valor desta terra”, completou Dudu Reina.

Museu entra em grupo restrito no país

Segundo a prefeitura, o MAE-NI passa a integrar um grupo pequeno de instituições do tipo no Brasil, ao lado de museus mantidos pela Universidade de São Paulo, pela Universidade Federal do Paraná e pela Universidade Federal da Bahia.

O secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro, afirmou que o projeto também faz parte de um processo mais amplo de reconstrução histórica da antiga vila colonial.

“Estamos realizando um trabalho inédito no Brasil, a reconstrução de uma vila colonial. Tal feito foi atingido somente em cidades da Europa que foram destruídas durante a primeira e a segunda Guerra Mundial”, disse Marcus Monteiro.

“Além da preservação cultural, a vila reconstruída terá infraestrutura comercial, com restaurantes, cafés, galerias e lojas que trarão de volta vida a este lugar”, acrescentou Marcus Monteiro.

A cerimônia contou ainda com a presença do ministro substituto da Cultura, Márcio Tavares, e da secretária estadual de Cultura, Danielle Barros.

“A arqueologia é fundamental para compreender a formação do nosso território e preservar a memória coletiva. Projetos como este fortalecem a relação entre cultura, educação e comunidade”, afirmou Márcio Tavares.

Primeira exposição reúne peças de mais de 800 mil anos

A exposição inaugural do museu, “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, apresenta um percurso que vai dos primeiros hominídeos à formação social do Brasil.

A mostra reúne peças com mais de 800 mil anos e também dedica espaço ao acervo encontrado no próprio parque. O conjunto já soma mais de 200 mil fragmentos arqueológicos identificados na região, parte deles inédita para o público.

Além da visitação, o MAE-NI funcionará como polo de pesquisa e educação. O museu conta com laboratório próprio, onde os materiais passam por higienização, catalogação, identificação e georreferenciamento.

O espaço será aberto ao público a partir desta sexta-feira. O funcionamento será às sextas, sábados e domingos, das 9h às 17h, com entrada gratuita.

Iguassú Velha foi polo econômico no ciclo do café

O museu está instalado na antiga Vila de Iguassú, fundada em 1833. No século XIX, a região foi um dos principais polos econômicos ligados ao ciclo do café.

A área funcionava como entreposto estratégico, conectando o interior ao litoral por meio da Estrada Real do Comércio, do Rio Iguaçu e da Baía de Guanabara.

Com a mudança dos eixos econômicos, Iguassú Velha perdeu protagonismo ao longo do tempo. Ainda assim, manteve ruínas, cemitérios e marcos históricos que ajudam a contar a formação da Baixada Fluminense e sua relação com a história do Rio de Janeiro.

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Fonte: diariodorio.com