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Cedae vence prêmio do CNJ com programa Replantando Vida – Diário do Rio de Janeiro

Cedae vence prêmio do CNJ com programa Replantando Vida – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedabril 29, 2026
Cedae vence prêmio do CNJ com programa Replantando Vida – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Foto: Daniel Martins/DIÁRIO DO RIO

O Replantando Vida, programa socioambiental da Cedae, recebeu nesta terça-feira (28/4), em Brasília, o Prêmio de Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça.

A premiação foi entregue na sede do CNJ, na semana em que o programa completa 25 anos. O reconhecimento veio na categoria Promoção do Trabalho Decente.

“Esta premiação do CNJ é um dos prêmios mais importantes do Brasil em matéria socioambiental. Poder representar a Cedae, seus colaboradores e o povo do estado do Rio de Janeiro é uma honra muito grande”, afirmou Rafael Rolim, diretor-presidente da Cedae.

Presidente do CNJ, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, destacou a importância da promoção do trabalho digno no país.

“A dignidade da pessoa humana não é uma concessão do Estado. É sim o fundamento sobre o qual todo ordenamento jurídico legítimo se edifica”, disse Edson Fachin.

Programa chega ao 36º prêmio

Esta é a 36ª premiação recebida pelo Replantando Vida. Atualmente, o programa emprega 550 pessoas em privação de liberdade em diferentes atividades ligadas à Cedae.

Para Alan Abreu, gerente de restauração ambiental da companhia, o prêmio reforça a relevância social da iniciativa.

“O prêmio, além de um reconhecimento do compromisso da Cedae com a geração de emprego, renda e inclusão social para pessoas em cumprimento de pena, é também um incentivo para que o trabalho ganhe ainda mais escala”, afirmou Alan Abreu.

Reflorestamento e ressocialização

Criado há 25 anos, o Replantando Vida une reflorestamento e ressocialização de pessoas em cumprimento de pena. Nesse período, o programa já plantou 4,5 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica.

A iniciativa também restaurou cerca de 2 mil hectares de áreas consideradas prioritárias para a conservação dos recursos hídricos.

O programa mantém oito viveiros no Estado do Rio de Janeiro. Três deles funcionam dentro de unidades prisionais. Nesses espaços, são produzidas mudas de 260 espécies nativas, sendo 40 ameaçadas de extinção.

A capacidade de produção anual é de 2,3 milhões de mudas.

Seis mil pessoas já passaram pelo programa

Ao longo de sua história, cerca de 6 mil pessoas já participaram do Replantando Vida. Segundo a Cedae, a companhia é hoje a empresa que mais emprega mão de obra de pessoas em cumprimento de pena no país.

Os participantes atuam em viveiros, plantio, oficina de costura, limpeza e manutenção. Eles recebem salário mínimo, auxílio-transporte e alimentação.

Também têm direito à remição de pena, com redução de um dia a cada três dias trabalhados.

O Replantando Vida acumula 36 prêmios e selos nas áreas de sustentabilidade e responsabilidade social.

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Fonte: diariodorio.com