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Pubalgia: entenda condição comum entre gestantes, que afeta a ex-BBB Laís Caldas

Ler Resumo Introdução A pubalgia na gravidez, dor pélvica persistente, é comum na reta final da gestação. Diferente da pubalgia em atletas, é causada pela ação do hormônio relaxina, que

  • Publishedabril 23, 2026

Ler Resumo

Introdução
A pubalgia na gravidez, dor pélvica persistente, é comum na reta final da gestação. Diferente da pubalgia em atletas, é causada pela ação do hormônio relaxina, que flexibiliza as articulações pélvicas, podendo levar à disfunção da sínfise púbica. O tratamento é paliativo e a condição tende a desaparecer após o parto.

Carta do papai Noel

Pubalgia é uma dor pélvica persistente comum na reta final da gestação.
Na gravidez, a causa é hormonal, devido à ação da relaxina que flexibiliza articulações pélvicas.
Isso pode resultar em disfunção da sínfise púbica, uma inflamação dolorosa.
A pubalgia gestacional difere daquela em atletas, que é frequentemente osteíte púbica por esforço repetitivo.
O tratamento é paliativo, com a dor geralmente desaparecendo após o parto, podendo levar até seis meses.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A médica e ex-participante do BBB 22, Laís Caldas, compartilhou nesta semana com os seguidores que está convivendo com uma situação comum na reta final da gestação: a pubalgia, uma dor persistente na região pélvica, que pode dificultar e até inviabilizar movimentos que em outras situações seriam simples.
Laís, que está na primeira gestação, diz que os incômodos começaram por volta da 25ª semana, e relatou dores extremas, que se acentuam quando tenta se virar na cama à noite.

Entenda melhor o que a pubalgia tem de diferente na gravidez.

Qual a diferença da pubalgia na gravidez para outras situações?
“Pubalgia” é um termo guarda-chuva para dores na região pélvica, mas sua origem nem sempre é a mesma. Em atletas, que também sofrem muito com esse desconforto, a causa mais comum é a chamada osteíte púbica, uma inflamação relacionada ao esforço repetitivo que sobrecarrega músculos e tendões nessa parte do corpo. Lesões em estruturas vizinhas também podem ocasionar dor na pelve.
Em grávidas, porém, a causa quase sempre está relacionada às mudanças físicas e hormonais da própria gestação. Uma das principais alterações é a ação do hormônio relaxina, liberado para facilitar a flexibilidade das articulações e ligamentos na região pélvica, algo importante para o corpo lidar com o bebê em crescimento e se preparar para o parto.

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Mas, infelizmente, em muitas mulheres esse movimento facilitado pode acabar sendo excessivo, rendendo a chamada disfunção da sínfise púbica, nome dado à articulação que une os ossos da bacia e estabiliza os movimentos. Quando isso ocorre, também se produz uma inflamação dolorosa na região, que pode ser incapacitante.
Algumas gestantes relatam sentir apenas uma pressão com dores pontuais, que muitas vezes não exige qualquer tipo de intervenção. Outras, como Laís, podem sofrer com dores agudas mais frequentes, que afetam a qualidade de vida e a autonomia nas semanas finais da gravidez.
Como é o tratamento da pubalgia?
O tratamento da pubalgia depende da origem e intensidade do problema. No caso das dores relacionadas à gestação, ela tende a desaparecer por conta própria após o parto, conforme o corpo deixa de liberar relaxina e os ossos e articulações voltam à posição normal. Esse processo, contudo, pode levar cerca de seis meses.

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O uso de calçados confortáveis, aplicação de gelo na região da dor, dormir de lado com um travesseiro entre os joelhos e evitar passar longos períodos sentada são algumas das maneiras mais comuns para lidar com os incômodos. Em casos de gestantes que estejam enfrentando dores muito intensas ou incapacitantes, podem ser utilizadas técnicas específicas de fisioterapia e massagem pélvica para tentar aliviar o problema
Em situações nas quais a pubalgia se origina sem relação com a gravidez, a melhor abordagem também vai depender da característica do quadro. Casos menos graves costumam ser encarados com tratamentos conservadores, que envolvem repouso e fisioterapia. Problemas mais persistentes podem exigir uso de medicamentos anti-inflamatórios e, em casos raros, até mesmo cirurgia, conforme avaliação médica.

Fonte: saude.abril.com.br