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Tabela de preços das canetas emagrecedoras em 2026: Ozempic, Mounjaro e Genéricos

Ler Resumo Introdução Canetas emagrecedoras atraem muitos, mas o alto preço impulsiona o mercado clandestino. Custos refletem inovação, patentes e impostos, com teto da CMED. Valores específicos de liraglutida, semaglutida

  • Publishedabril 29, 2026

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Introdução
Canetas emagrecedoras atraem muitos, mas o alto preço impulsiona o mercado clandestino. Custos refletem inovação, patentes e impostos, com teto da CMED. Valores específicos de liraglutida, semaglutida e tirzepatida são detalhados, e alerta-se para a irregularidade da retatrutida.

Carta do papai Noel

O alto custo das canetas emagrecedoras impulsiona o mercado clandestino e expõe a riscos.
Preços são justificados por inovação, exclusividade de patentes e impostos.
O valor máximo dos medicamentos é regulado e atualizado anualmente pela CMED.
Retatrutida ainda está em estudos; qualquer produto com essa substância é irregular.
Tabelas de preços atuais para medicamentos com liraglutida, semaglutida e tirzepatida.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Estrelas de um mercado em expansão, as canetas emagrecedoras têm atraído um número crescente de brasileiros nos últimos anos. Para quem busca perder peso e faz pesquisas online sobre o assunto, elas até já despertam mais interesse do que as tradicionais dietas.
Mas ainda há um grande obstáculo para um acesso mais amplo aos medicamentos baseados em liraglutida, semaglutida e tirzepatida: o preço elevado, que coloca muitos consumidores na rota do mercado clandestino, investindo em produtos sem qualidade ou procedência comprovada, e expondo a saúde a riscos.

Afinal, por que os agonistas de GLP-1 são tão caros? Os investimentos em inovação e a exclusividade que algumas farmacêuticas detêm sobre as moléculas, que são novas (só recentemente as patentes começaram a cair) são parte da explicação. Impostos também contam um pouco da história.

Mas, em qualquer cenário, existe um limite para os preços: o valor máximo que pode ser cobrado aos consumidores é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e atualizado anualmente.
Ou seja: você até pode encontrar valores menores do que isso, a depender da região do país, das estratégias de comercialização da farmácia onde comprou o medicamento e de promoções eventuais, mas em nenhum cenário elas podem extrapolar esse teto. Existe ainda uma faixa de preço possível, que pode variar de acordo com a alíquota de ICMS do seu estado.
Confira a seguir os valores mais atualizados de medicamentos à base de liraglutida, semaglutida e tirzepatida no Brasil. Ah, sim: se você já ouviu falar em retatrutida e não a encontrou nessa lista, o motivo é simples – ela ainda está em fase de estudos, não tem comercialização formal em nenhum país do mundo, e qualquer caneta que anuncie esse princípio ativo, neste momento, é irregular.

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Preços dos medicamentos com tirzepatida (Mounjaro)
Só o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, pode ser comercializado oficialmente com esse princípio ativo no Brasil. A faixa de preço autorizada é a mesma independentemente da dosagem, variando de acordo com o número de canetas que vem na embalagem.
Mounjaro (doses: 5 mg/ml, 10 mg/ml, 15 mg/ml, 20 mg/ml, 25 mg/ml e 30 mg/ml):

2 canetas: R$ 1.580,31 a R$ 2.052,35
4 canetas: R$ 3.160,64 a R$ 4.104,72

Preços dos medicamentos com semaglutida
Apesar da queda recente da patente da semaglutida, por enquanto só estão disponíveis no mercado brasileiro os produtos da Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy e Rybelsus) ou aqueles lançados no ano passado pela Eurofarma, em parceria com a própria farmacêutica dinamarquesa (vendidos sob o nome comercial Poviztra e Extensior).
No caso dos medicamentos injetáveis, os valores variam de acordo com a dosagem:

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Ozempic (dose: 1,34 mg/ml), Wegovy (doses: 0,68 mg/ml e 1,34 mg/ml), Poviztra (doses: 0,68 mg/ml e 1,34 mg/ml) e Extensior (dose: 1,34 mg/ml): R$ 1.077,79 a R$ 1.399,72
Wegovy (dose: 2,27 mg/ml) e Poviztra (dose: 2,27 mg/ml): R$ 1.614,43 a R$ 2.096,66
Wegovy (dose: 3,2 mg/ml) e Poviztra (dose: 3,2 mg/ml): R$ 2.076,49 a R$ 2.696,75
Já para o Rybelsus, de uso oral, o preço varia conforme o número de comprimidos na caixa, independentemente da dosagem.

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Rybelsus (doses: 3 mg, 7 mg e 14 mg):

com 10 comprimidos: R$ 384,89 a R$ 499,86
com 30 comprimidos: R$ 1.154,77 a R$ 1.499,70
com 60 comprimidos: R$ 2.309,57 a R$ 2.999,45
com 90 comprimidos: R$ 3.464,40 a R$ 4.499,22

Preços dos medicamentos com liraglutida
Primeira molécula a ter sua patente derrubada, a liraglutida é a única que conta com “concorrência” oficial no mercado brasileiro. Originalmente disponibilizados sob os nomes de Victoza e Saxenda, da Novo Nordisk, desde o ano passado essa substância também é encontrada no Lirux e no Olire, da farmacêutica EMS.
A dosagem não muda, e o valor depende do número de aplicadores adquiridos na embalagem.
Lirux (6 mg/ml) e Olire (6 mg/ml):

1 aplicador: R$ 292,49 a R$ 379,89
2 aplicadores: R$ 584,99 a R$ 759,72
3 aplicadores: R$ 877,47 a R$ 1.139,56
5 aplicadores: R$ 1.425,39 a R$ 1.851,15
10 aplicadores: R$ 2.850,80 a R$ 3.702,33

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Victoza (6 mg/ml) com 2 aplicadores: R$ 584,96 a R$ 759,68
Saxenda (6 mg/ml):

1 aplicador: R$ 292,45 a R$ 379,81
3 aplicadores: R$ 877,47 a R$ 1.139,56
5 aplicadores: R$ 1.462,49 a R$ 1.899,34

A crise do Mounjaro falsificado

Fonte: saude.abril.com.br