Saúde Saúde - Ginecologia Saúde - Psiquiatria e Psicologia

Shakira tem uma tremenda habilidade que protege a saúde do cérebro – e você pode seguir seu exemplo

Ler Resumo Introdução A capacidade de Shakira em dominar múltiplos idiomas serve de exemplo para a ciência: ser poliglota retarda o envelhecimento cerebral e reduz o risco de comprometimento cognitivo

  • Publishedmaio 2, 2026

Ler Resumo

Introdução
A capacidade de Shakira em dominar múltiplos idiomas serve de exemplo para a ciência: ser poliglota retarda o envelhecimento cerebral e reduz o risco de comprometimento cognitivo e demência. Estudos robustos em humanos confirmam essa proteção, que reforça a formação de vias neurais e a reserva cognitiva, benéfica em qualquer idade.

Carta do papai Noel

Shakira é poliglota, dominando diversos idiomas além do nativo.
Falar mais de um idioma tem efeitos protetores para a saúde cerebral.
Essa capacidade está ligada a um menor risco de comprometimento cognitivo leve e demência.
Estudos em larga escala, incluindo um na Nature Aging, corroboram a proteção do bilinguismo contra o envelhecimento cerebral.
O aprendizado de idiomas contribui para a formação da reserva cognitiva em qualquer fase da vida.

Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A pop star colombiana Shakira, que protagoniza um esperado show no Rio de Janeiro na noite deste sábado, 2 de maio, possui uma habilidade capaz de protegê-la do declínio cognitivo, um problema mais comum com o envelhecimento. Ela é poliglota.
É bastante divulgado que a cantora que coleciona sucessos musicais fala ao menos seis idiomas. Fora o espanhol, sua língua nativa, ela aprendeu inglês, catalão, francês e italiano. Arranha árabe, já que parte da família vem do Líbano, e domina até o português, fruto de suas inúmeras turnês no Brasil.

E essa capacidade de falar mais de um (dois ou três…) idiomas tem efeitos protetores para a saúde cerebral. É um dos trunfos ligados a um menor risco de desenvolver comprometimento cognitivo leve e demência, quadros que destroem progressivamente funções como a memória, o raciocínio e o planejamento.

A ciência assina embaixo. Um estudo robusto publicado no periódico Nature Aging analisou dados de 86 mil pessoas de 51 a 91 anos de 27 países europeus e concluiu que dominar e usar mais de uma língua pode tornar mais lento o envelhecimento cerebral – o que contribui para prejuízos à cognição.
Outro trabalho, bastante interessante, dividiu uma comunidade urbana na Índia de 1 234 cidadãos em dois grupos: os que falavam um único idioma e aqueles que eram bilíngues. Os pesquisadores foram de porta em porta entrevistar os participantes e colher seu histórico de saúde.

Continua após a publicidade

Uma vez feita a distinção dos grupos, a conclusão foi clara: quem falava duas línguas estava mais protegido do comprometimento cognitivo e da demência que a turma que usava apenas uma língua. O artigo, publicado no jornal da Associação do Alzheimer, corrobora que o bilinguismo seria um fator de defesa contra a erosão das capacidades mentais.
“O aprendizado de mais de um idioma está relacionado à maior formação de vias entre os neurônios, o que pode retardar o aparecimento do Alzheimer e seus sintomas”, comenta a geriatra Mariana Bellaguarda Sepulvida, coordenadora do Serviço de Geriatria do Hospital São Luiz/ Rede D’Or de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
É uma das tarefas intelectuais que, ao longo da vida, recrutam as células nervosas e ajudam a forjar a chamada reserva cognitiva, que resguarda o cérebro de doenças que prejudicam a memória, o planejamento no tempo e no espaço e, consequentemente, a autonomia.

Continua após a publicidade

Embora seja mais fácil apropriar-se de um idioma na infância ou na juventude, nunca é tarde para se matricular num curso de idioma e tirar vantagem desse “efeito colateral”. Fica mais fácil se comunicar nas viagens pelo mundo e seu cérebro terá mais um recurso para não se aposentar tão cedo.
Shakira já está na frente nesse quesito.
Newsletter

Receba, toda semana, as reportagens de Veja Saúde que mais deram o que falar.

Inscreva-se aqui
para receber a nossa newsletter

Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters em breve.

Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp

Continua após a publicidade

 

Fonte: saude.abril.com.br