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Rio Maracanã começa a ser despoluído – Diário do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

Rio Maracanã começa a ser despoluído – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedjulho 1, 2025
Rio Maracanã começa a ser despoluído – Diário do Rio de Janeiro

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Carta do papai Noel

Na Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista, nasce o Rio Maracanã, que percorre parte da Zona Norte da cidade até desaguar no Canal do Mangue, e, posteriormente, na Baía de Guanabara. O que começa como um curso d’água cristalino se torna um rio escuro e sem vida, reflexo de décadas de despejo de esgoto in natura. Para transformar essa realidade, a Águas do Rio vem combatendo ligações clandestinas nas redes de água de chuva e reparando tubulações de esgoto no seu entorno. Em um ano, 25 milhões de litros de esgoto – volume equivalente a 11 piscinas olímpicas – deixaram de cair em seu leito todos os meses.

O projeto de despoluição da bacia do Mangue foi estruturado em etapas. A primeira, já concluída, envolveu o mapeamento de dez quilômetros do Rio Maracanã e seus afluentes, com uso de vídeo-inspeção com superzoom para identificar pontos de lançamento irregular de esgoto nas redes pluviais. Com base nesse diagnóstico, a segunda etapa, atualmente em andamento, foca na recuperação e reconstrução das tubulações, além da fiscalização contínua e notificação dos usuários com conexões indevidas. 

Um dos casos identificados chamou atenção pelo volume despejado: um edifício na Rua Barão de Mesquita lançava 1,5 milhão de litros de esgoto por mês no Rio Maracanã por meio de uma ligação clandestina a uma galeria pluvial. A Águas do Rio resolveu o problema com a implantação de uma nova rede de esgoto, eliminando a antiga conexão irregular. No total, a concessionária já realizou 251 desobstruções, 87 manutenções na rede e conteve 13 pontos com irregularidades.

Todo o trabalho no Canal do Mangue, que também recebe as águas dos rios Papa-Couve, Trapicheiros, Joana e Rio Comprido, será fundamental na proteção da Baía de Guanabara. Para os próximos anos, a empresa está estruturando a implantação de coletores em tempo seco que vão captar o maior volume de esgoto despejado na bacia, que é gerado pelas comunidades do entorno. Por envolver estudos detalhados e obras de maior porte, essa etapa exige um planejamento mais extenso. A melhoria na qualidade da água do rio será gradual, acompanhando, principalmente, o avanço dessas intervenções.

Para acompanhar a evolução das ações realizadas, a concessionária mantém uma rotina de monitoramento da qualidade da água, realizando coletas quinzenais de amostras, em cinco pontos do rio. Parâmetros como coliformes fecais, turbidez, pH e oxigênio dissolvido, entre outros, são analisados. Com esses dados, futuramente, a concessionária conseguirá mensurar os avanços obtidos e direcionar de forma ainda mais precisa as próximas etapas das intervenções para a recuperação do rio.

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Fonte: diariodorio.com