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O que ver no Museu Nacional após a reabertura: meteorito, baleia gigante e novas exposições – Diário do Rio de Janeiro

Foto: Museu Vive

O que ver no Museu Nacional após a reabertura: meteorito, baleia gigante e novas exposições – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedjulho 2, 2025
O que ver no Museu Nacional após a reabertura: meteorito, baleia gigante e novas exposições – Diário do Rio de Janeiro

Foto: Museu Vive

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Sete anos depois do incêndio que destruiu parte do seu acervo, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, reabre ao público nesta quarta-feira (02/07) com um convite a revisitar peças icônicas, conhecer obras de arte contemporânea e acompanhar o renascimento de um dos maiores museus de história natural do país e um dos mais tradicionais e conhecidos dos cariocas.

Logo na entrada, o visitante é recebido pelo meteorito Bendegó, de 5,6 toneladas, sobrevivente do fogo e transformado em símbolo de resistência. Ao redor dele, a exposição temporária Entre Gigantes traz ainda trabalhos do artista indígena Gustavo Caboco, que reinterpretou o meteorito em diálogo com sua própria ancestralidade.

Outro destaque é o esqueleto de um cachalote de 15,7 metros, suspenso sob a nova claraboia com filtro UV, projetada para proteger o acervo e valorizar a arquitetura restaurada do antigo Palácio de São Cristóvão. O enorme cetáceo, maior do planeta entre os mamíferos dentados, foi remontado em dois meses de trabalho e se tornou a maior peça desse tipo em exibição na América do Sul. O público, inclusive, poderá ajudar a escolher o nome do novo morador do museu.

Já na terceira sala, o foco é a própria história do Museu Nacional e a reconstrução do prédio. Entre esculturas de mármore de Carrara, fragmentos resgatados do crânio de Luzia — o fóssil humano mais antigo das Américas — e elementos arquitetônicos restaurados, o visitante tem a chance de entender os desafios de reconstruir um patrimônio devastado pelo fogo.

Acervo em transformação

Além da mostra inaugural, o público vai acompanhar nos próximos anos a montagem de novos circuitos expositivos. Desde 2021, o projeto Recompõe já garantiu a entrada de mais de 14 mil peças no museu, reunidas com apoio de doações e parcerias no Brasil e no exterior. Entre as peças doadas estão um manto tupinambá do século XVI, 17 artefatos de origem africana, cerâmicas pré-colombianas, fósseis da Bacia do Araripe e até um tigre taxidermizado entregue por uma família ao museu.

A expectativa é que 1.815 desses itens já façam parte das próximas salas de exibição, cujas obras continuam até o fim de 2027, com investimentos de R$ 517 milhões do projeto Museu Nacional Vive, em parceria com a UFRJ, Unesco e Instituto Cultural Vale.

A visitação ao Museu Nacional, durante esta primeira fase de reabertura, é gratuita até o fim de agosto, com ingressos disponíveis pela plataforma Sympla.

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Fonte: diariodorio.com