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Novo secretário de Fazenda do Rio, Guilherme Mercês mira sonegadores e promete reduzir gastos no Governo do Rio

O novo secretário estadual de Fazenda do Rio de Janeiro, Guilherme Mercês, vai apresentar ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, um pacote de redução de despesas e aumento de

Novo secretário de Fazenda do Rio, Guilherme Mercês mira sonegadores e promete reduzir gastos no Governo do Rio
  • Publishedabril 30, 2026
Novo secretário de Fazenda do Rio, Guilherme Mercês mira sonegadores e promete reduzir gastos no Governo do Rio

O novo secretário estadual de Fazenda do Rio de Janeiro, Guilherme Mercês, vai apresentar ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, um pacote de redução de despesas e aumento de receitas. As informações são d´O Globo.

A ideia, segundo ele, é ampliar a arrecadação sem elevar impostos. O foco será a fiscalização de setores com maior risco de sonegação.

Carta do papai Noel

Mercês passou esta quarta-feira em Brasília, em reuniões com o governo federal. Na pauta, estavam o julgamento dos royalties do petróleo no Supremo Tribunal Federal e a adesão do Rio ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag.

“A dívida virou algo impagável, mas o Propag nos permite usar ativos, como imóveis e créditos a receber, para abater as parcelas. Vamos apresentar ao Ministério da Fazenda muitas medidas de equilíbrio fiscal no programa. Também vamos mostrar ao governador um grande pacote de redução de custos e aumento de receitas”, disse Guilherme Mercês.

Fazenda mira fiscalização sem aumento de impostos

Esta será a segunda passagem de Guilherme Mercês pela Secretaria de Estado de Fazenda. Ele comandou a pasta durante o governo Wilson Witzel e no início da gestão de Cláudio Castro.

O economista afirma que, naquele período, adotou medidas que ajudaram o estado a permanecer no Regime de Recuperação Fiscal.

Antes de voltar ao governo, Mercês atuava como consultor do Sistema Fecomércio RJ. Ele também foi economista-chefe da Firjan e diretor de Economia e Inovação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC.

“O crescimento de receitas não será atrelado a aumentar impostos. Isso pode ter um efeito reverso de desestimular a economia. É preciso ter uma integralidade na fiscalização, preservando os bons contribuintes. O setor de combustíveis é um dos maiores sonegadores e será um dos focos das ações”, afirmou Guilherme Mercês.

O novo secretário também defende a redução de cargos iniciada pelo governo interino e a revisão de contratos. Na Fazenda, ele pretende montar uma equipe formada quase integralmente por servidores da própria pasta.

Couto muda quase um terço do primeiro escalão

Pouco mais de um mês depois de assumir interinamente o Governo do Rio, Ricardo Couto já mudou quase um terço do primeiro escalão do Palácio Guanabara.

As trocas vêm sendo feitas de forma gradual. Primeiro, atingiram áreas mais estratégicas de governança. Depois, chegaram a setores com maior peso político.

A preferência do governador em exercício tem sido por procuradores do Estado, nomes ligados ao meio jurídico e técnicos com passagem pela academia.

Nesta quarta-feira, foram feitas novas nomeações. Bruno Debeux reassumiu a Procuradoria Geral do Estado, a PGE. Ele havia deixado o governo Cláudio Castro em meio a negociações do Palácio com a Refit sobre uma das maiores dívidas empresariais com o Rio e à negativa da compra de uma nova residência oficial.

Na Secretaria de Meio Ambiente, Ricardo Couto exonerou o vereador Diego Faro, do PL, amigo pessoal de Cláudio Castro. Para o lugar dele, nomeou Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas, procurador do Estado com atuação na área ambiental.

Procuradores ganham espaço na máquina estadual

As mudanças também chegaram a empresas públicas e autarquias.

Na Cedae, Ricardo Couto indicou o procurador do Estado Rafael Rolim para a presidência. No Rioprevidência, órgão que esteve no centro do escândalo envolvendo o Banco Master, parte da cúpula também foi alterada. O procurador Felipe Derbli de Carvalho Baptista foi nomeado presidente.

Na Secretaria de Saúde, o escolhido foi Ronaldo Damião, cirurgião urologista da Uerj, que substituiu Cláudia Mello, indicada pelo deputado federal Dr. Luizinho, do PP.

Damião contou com apoio da Academia Nacional de Medicina e também foi chancelado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde ocupava a pró-reitoria de Saúde.

Núcleo ligado a Castro foi o primeiro alvo

As primeiras trocas no governo interino atingiram o núcleo mais próximo do ex-governador Cláudio Castro.

Na primeira semana após a renúncia, deixaram o governo o chefe de gabinete Rodrigo Abel e o então secretário da Casa Civil, Nicolla Miccione, do PL. Miccione saiu do cargo com a intenção de concorrer ao mandato tampão.

Para a chefia de gabinete, Ricardo Couto nomeou Marco Simões, que ainda permaneceu alguns dias na Casa Civil por indicação de Miccione.

Depois, o governador em exercício escolheu o procurador do Estado Flávio Willeman para assumir definitivamente a Casa Civil. Willeman também foi desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, o TRE-RJ.

Segurança e articulação política também mudaram

Outro nome levado por Ricardo Couto para o governo foi o delegado Roberto Lisandro Leão. Mestre em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas, ele já foi assessor do Supremo Tribunal Federal.

Antes de integrar a gestão estadual, Lisandro atuava como corregedor da Força Municipal de Segurança do Rio. Ele assumiu duas áreas estratégicas: o Gabinete de Segurança Institucional e a Secretaria de Governo.

Essas estruturas concentram temas como segurança de autoridades, articulação política com deputados e programas como Barricada Zero, Segurança Presente e Lei Seca.

Na representação do governo em Brasília, Ricardo Couto escolheu o advogado Gustavo Alves Pinto Teixeira para a Secretaria Extraordinária de Representação do Governo do Rio de Janeiro. Ele também foi desembargador do TRE-RJ e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil.

Fonte: diariodorio.com