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Neoplasia da região cervical: entenda o câncer de Luis Roberto

Ler Resumo Introdução Luís Roberto se afastará da Copa 2026 devido a uma neoplasia cervical. O termo genérico indica crescimento celular anormal, podendo ser benigno ou maligno. Especialistas explicam que

  • Publishedabril 8, 2026

Ler Resumo

Introdução
Luís Roberto se afastará da Copa 2026 devido a uma neoplasia cervical. O termo genérico indica crescimento celular anormal, podendo ser benigno ou maligno. Especialistas explicam que tumores no pescoço podem ser metástases e abordam as causas, sintomas, diagnóstico e tratamento dessas condições.

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Neoplasia cervical é um termo amplo para crescimento celular anormal, podendo ser benigno ou maligno, e é provavelmente maligna neste caso.
Tumores no pescoço frequentemente são metástases de cânceres de cabeça e pescoço originados em outras áreas do corpo.
Sintomas incluem caroço persistente no pescoço (>3 semanas) e feridas na boca que não cicatrizam.
As principais causas para câncer de cabeça e pescoço são tabaco, álcool e HPV.
O tratamento depende da localização e estágio do tumor, com abordagens como cirurgia, radioterapia e imunoterapia, exigindo suporte multidisciplinar.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O narrador Luís Roberto, uma das principais vozes do esporte brasileiro, anunciou nesta quinta-feira (7) que não vai participar da cobertura da Copa do Mundo de 2026, devido ao diagnóstico que recebeu de um tumor na região do pescoço. Segundo o portal “ge”, da Globo, ele foi diagnosticado com uma “neoplasia da região cervical” após exames de rotina e está na fase final de avaliação para o tratamento. 
Até o momento, não foram informados mais detalhes sobre o quadro do narrador e o estágio do tumor, mas, ao veículo, ele declarou que “está tudo sob controle”.

“Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Ficar ausente da Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer essa etapa. Esse é o meu foco”, declarou.

O que é neoplasia da região cervical
O oncologista Cheng Tzu Yen, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que o termo ‘neoplasia cervical’ é amplo e genérico.
Isso porque uma neoplasia é definida como o crescimento anormal, desordenado e acelerado de células no organismo, formando as massas de tecido que conhecemos como tumores.
Desse modo, ela pode ser tanto um tumor benigno quanto um maligno.
“[Porém], considerando que ele deve se afastar das atividades para se tratar, possivelmente temos um quadro maligno. Mas, como aparentemente o problema foi detectado em exames de rotina, nos leva a crer que a doença está em um estágio mais inicial”, interpreta o especialista.

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Esse tipo de tumor faz parte do grupo dos cânceres de cabeça e pescoço, que engloba tumores malignos na boca, laringe, faringe, glândulas salivares, nariz/seios da face e tireoide.
É o que explica a médica oncologista Aline Lauda, co-líder nacional de oncologia de cabeça e pescoço da Oncoclínicas.
Ela destaca que, embora uma neoplasia possa se originar no pescoço, geralmente os tumores nessa região são fruto de um câncer de outro local que se espalhou.
“Normalmente, o pescoço é só um ‘ponto de drenagem’. A princípio, a gente não sabe, então, se ele foi o sítio primário ou se a doença começou em outro ponto e foi para essa região”, explica a médica.
Assim, o tumor pode ter começado, por exemplo, na garganta ou na boca. E outro quadro que pode explicar esse tipo de anomalia é o câncer de tiroide. 

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Sintomas e diagnóstico
Segundo Aline, o principal sintoma notável de um tumor cervical é um caroço persistente no pescoço, popularmente conhecido como íngua.
As ínguas são fruto de um inchaço nos linfonodos (ou gânglios linfáticos), pequenas estruturas em formato de feijão que atuam como “filtros” de defesa do organismo. A sua presença alerta que o sistema imunológico está combatendo infecções, inflamações ou doenças autoimunes.
“E qualquer coisa pode dar íngua, como uma virose ou outra infecção”, destaca a oncologista. Mas, se esse inchaço persistir por mais de três semanas, um médico deve ser procurado.
Além disso, é possível ter outros sintomas associados, especialmente caso a doença tenha origem em outra área do corpo. 
Nesses casos, os sinais incluem feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, dor de garganta ou rouquidão persistente, dificuldade ou dor para engolir, manchas brancas ou vermelhas na boca, hemorragias nasais e dor de ouvido.

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Esses sintomas podem indicar tumores como os de laringe, boca ou orofaringe, por exemplo.
De acordo com Yen, para confirmação de diagnóstico, são realizados exames de imagem, como tomografias e, em alguns casos, ressonância, além de uma nasofibrolaringoscopia, exame endoscópico que visualiza o nariz, faringe e laringe.
“O objetivo é identificar a localização do tumor. Isso é importante para entender o sítio primário dessa neoplasia maligna“, explica o médico. Por meio dos testes, também é possível identificar o estágio no qual o tumor se encontra, outro aspecto importante para pensar o tratamento.
Causas
Como visto, o termo “neoplasia da cervical” é amplo e ainda não explica exatamente o quadro de Luís Roberto. Mas, entendendo que se trata de um tipo de tumor de cabeça e pescoço, é possível falar sobre as principais causas desses quadros.
O câncer de cabeça e pescoço é provocado, principalmente, pelo uso de tabaco e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, responsáveis pela grande maioria dos casos. Além disso, a exposição ao papilomavírus humano (HPV) é um importante fator de risco.

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Outras causas, como genética e hereditariedade também devem ser consideradas.
Prevenção
A prevenção do câncer de pescoço passa, primeiramente, por não fumar, evitar o álcool e pela vacinação.
O HPV, geralmente transmitido sexualmente, pode causar alterações celulares que evoluem para cânceres, especialmente os de colo do útero, ânus, garganta, pênis, vulva e vagina.
A vacina contra esse vírus é disponibilizada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes (de 9 a 14 anos e protege contra os tipos de HPV de alto risco, causadores de cânceres.
“Resumindo, o principal fator de risco é, sem dúvidas, o cigarro. Mas não podemos esquecer: não existe dose segura de álcool e a vacinação contra o HPV é uma das principais vias de proteção”, destaca Aline.

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Tratamento
O tratamento depende da localização e subtipo do tumor e do estágio da doença. “A melhor abordagem envolve desde cirurgia, nos estágio iniciais, até a associação de radioterapia, que vem ganhando força”, explica Yen.
Situações mais avançadas podem exigir associação com radioterapia ou outros tratamentos sistêmicos. Além disso, nos últimos anos, o uso de imunoterapia tem se destacado, inclusive em pacientes com a doença ainda operável.
Os médicos reforçam, também, que é fundamental a presença de uma equipe multidisciplinar para dar suporte ao paciente. Isso inclui o trabalho de nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos. 
“Estamos falando de tumores que afetam a região na qual a gente come, engole, fala e respira, então é necessária uma equipe de suporte para ajudar o paciente a se reabilitar bem”, destaca Aline.
Narrador pode ter a voz afetada?
A médica reforça que, no caso de Luís, ainda não é possível afirmar se haverá sequelas que possam afetar a voz, por exemplo, já que não se sabe ainda exatamente qual o status do quadro e qual será o possível tratamento.
“Se o câncer estiver na laringe, por exemplo, pode impactar a fala, mas tudo isso vai depender de onde ele está, e a gente ainda não sabe isso”, avalia.

Fonte: saude.abril.com.br