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Miss morre aos 31 anos após infarto: saiba os fatores que levam jovens a infartar

Ler Resumo Introdução A morte da miss Maiara Fiel ressalta o infarto em jovens, problema crescente, especialmente em mulheres. Desde os anos 90, casos em mulheres jovens aumentaram 62%. Causas

  • Publishedabril 24, 2026

Ler Resumo

Introdução
A morte da miss Maiara Fiel ressalta o infarto em jovens, problema crescente, especialmente em mulheres. Desde os anos 90, casos em mulheres jovens aumentaram 62%. Causas incluem estilo de vida e fatores genéticos. Mulheres enfrentam sintomas atípicos, atrasando diagnósticos. Em caso de suspeita, o essencial é acionar a emergência.

Carta do papai Noel

Infarto em jovens, especialmente mulheres entre 15 e 49 anos, registrou aumento significativo (62% em números absolutos) desde os anos 1990.
Os fatores de risco para infarto em jovens incluem uso de anabolizantes, sedentarismo, obesidade, tabagismo, hipertensão, colesterol elevado e diabetes. Predisposição genética e condições inflamatórias também são causas.
Mulheres podem apresentar sintomas “atípicos” de infarto, como enjoos, falta de ar e desconforto no peito sem a dor clássica, o que pode levar a diagnósticos equivocados e atraso no tratamento.
O aumento da incidência de infarto em jovens é um fenômeno de décadas e está relacionado, em parte, à melhora na capacidade de diagnóstico, não a vacinas.
Em caso de suspeita de infarto, o primeiro passo é acionar imediatamente um serviço de emergência (Samu 192 ou Bombeiros 193), evitar esforços físicos e, se possível, administrar aspirina (sem alergia).

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A morte da miss Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, chamou atenção para um problema que costuma ser subestimado, apesar de estar em crescimento nas últimas décadas: o infarto em pessoas jovens, especialmente quando o problema afeta mulheres.
Eleita Miss Londrina no ano passado, Maiara se preparava para um novo concurso de beleza, marcado para Cascavel no final do mês. No último domingo (19), porém, ela acabou tendo a morte confirmada após não resistir ao quadro cardíaco.

Entenda quando isso pode ocorrer e o que pode ser feito.

Por que o infarto pode ocorrer em jovens?
Desde o começo dos anos 1990, casos de infarto entre mulheres de 15 a 49 anos aumentaram 62% em números absolutos, e em 7,6% quando se considera a incidência (casos proporcionais por 100 mil habitantes), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Ao contrário das mentiras difundidas durante a pandemia de covid-19, a maior incidência do problema nada tem a ver com vacinas: o crescimento vem de décadas e é explicado por diferentes fatores, inclusive uma melhora na capacidade de diagnóstico.

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O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração pelas artérias coronárias é bloqueado. Em jovens, a chance de sofrer com o problema pode ocorrer pela exposição a fatores de risco como uso de anabolizantes, sedentarismo, obesidade, tabagismo (inclusive por cigarros eletrônicos) e problemas condições de fundo não tratadas, como hipertensão, colesterol elevado e diabetes.
Em alguns casos, porém, o infarto também pode ocorrer sem relação com o estilo de vida ou fatores modificáveis. Predisposição genética, problemas estruturais no coração e condições inflamatórias, como aquelas ocasionadas por doenças autoimunes, podem tornar uma pessoa mais propensa a ter obstruções nas artérias, mesmo que tenha uma vida saudável em outros aspectos.
+Leia também: Infarto em jovens: entenda a diferença entre morte súbita e artéria entupida
Mulheres também convivem com diagnóstico equivocado
No caso das mulheres, outra questão que contribui para a mortalidade por infartos é a presença de sintomas que não são tipicamente associados a esse problema de saúde. Ao identificar erroneamente os sinais do corpo, a busca por ajuda pode ser adiada, e mesmo médicos podem acabar atrasando o tratamento mais adequado ao acreditar que se trata de outra questão.

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Por isso, embora os homens sofram mais infartos, a mortalidade é mais elevada em pacientes do sexo feminino. Sintomas “atípicos” apresentados por elas incluem enjoos, falta de ar, arritmia e desconforto no peito, que não necessariamente produz a clássica dor que irradia para o braço esquerdo, por exemplo.
O que fazer em caso de suspeita de infarto
Caso você suspeite que está sofrendo um problema desse tipo (ou esteja testemunhando isso em alguém próximo), o primeiro passo é acionar um serviço de emergência, como o Samu (192) ou os bombeiros (193).
Pode ser tentador levar outra pessoa até o hospital, mas, a menos que você esteja próximo do serviço de saúde, nem sempre é a melhor estratégia: sem sirene, há mais chance do seu carro ficar preso no trânsito do que uma ambulância.

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Tente considerar o horário e a distância antes de tomar essa decisão. É óbvio, mas vale reforçar: a pessoa que está sofrendo o possível infarto nunca deve dirigir, pois pode perder a consciência no meio do caminho.
Enquanto espera a ajuda, evite os esforços físicos, assim como a ingestão de alimentos ou bebidas. Com capacidade anticoagulante, a aspirina pode ser aliada em retardar o agravamento do problema, mas é importante se certificar de que a pessoa não tem alergia ao medicamento.
Se houver perda de consciência, procure deitar o corpo da outra pessoa em uma posição confortável e afrouxe as roupas. Confira se o local dispõe de um desfibrilador, que pode ser usado quando houver perda de respiração ou pulso. Se esse não for o caso e a pessoa entrar nesse estado, devem ser iniciados procedimentos de massagem cardíaca.

Fonte: saude.abril.com.br