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Light monitora animais em rede elétrica e aponta áreas de risco no Rio – Diário do Rio de Janeiro

Light monitora animais em rede elétrica e aponta áreas de risco no Rio – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmarço 27, 2026
Light monitora animais em rede elétrica e aponta áreas de risco no Rio – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Reprodução

O projeto Conexão Silvestre, criado pela Light com apoio do programa de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), fechou seu primeiro ano com um balanço que chama atenção: cerca de 1,1 mil animais silvestres foram registrados em áreas urbanas do Rio de Janeiro.

A proposta é entender como a fauna usa a infraestrutura da rede elétrica e, a partir disso, criar medidas para reduzir acidentes e proteger a biodiversidade em regiões com maior circulação de animais.

A pesquisa é desenvolvida em parceria com o Instituto Vida Livre e a Concert Lab, empresa do Grupo Concert Technologies. O foco está em mapear situações de risco e produzir dados que ajudem tanto na conservação ambiental quanto no planejamento da própria rede.

Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, câmeras foram instaladas em 17 pontos estratégicos da cidade. Do total, 12 ficaram no Jardim Botânico, na Zona Sul, e cinco na Zona Oeste, em áreas como Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena.

Nesse monitoramento, foram registrados 428 animais. Desses, 120 interagiram diretamente com a rede elétrica. Entre as espécies observadas estão macacos-prego, saguis, ouriços-cacheiros e diferentes aves.

Além das câmeras, biólogos dedicaram mais de 250 horas a observações em campo e catalogaram aproximadamente 700 animais. A população também entrou no levantamento, por meio de formulários e entrevistas de ciência cidadã. No Jardim Botânico, 70% dos moradores ouvidos disseram já ter visto animais usando a fiação elétrica.

A análise dos dados mostrou quais espécies mais costumam interagir com os cabos e quais regiões apresentam maior chance de acidentes. Áreas com vegetação mais densa e circulação frequente de animais aparecem entre as prioridades para intervenção.

Com base nesse diagnóstico, o estudo propõe medidas como poda seletiva perto da rede, barreiras para impedir escalada em postes, isolamento de componentes energizados, instalação de dispositivos para desencorajar o pouso de aves e criação de passagens aéreas seguras para o deslocamento da fauna.

Para o gerente de Meio Ambiente da Light, Felipe Cruz, o projeto ajuda a preencher uma lacuna importante. “O Conexão Silvestre é um avanço na compreensão da relação entre fauna e infraestrutura urbana”, afirmou Felipe Cruz.

Ele também destacou o peso da tecnologia no processo. Segundo a empresa, a plataforma desenvolvida pela Concert Lab usa inteligência artificial para cruzar dados da infraestrutura elétrica com informações ambientais e padrões de comportamento da fauna.

Na prática, isso permite monitorar interações em larga escala, identificar comportamentos repetitivos e definir com mais precisão onde a atuação em campo precisa ser priorizada.

Para a sócia do Grupo Concert Technologies, Berta Ulmo, o uso dessa ferramenta abre caminho para uma atuação mais preventiva. “A tecnologia desenvolvida permite antecipar onde estão os maiores riscos e orientar ações de forma mais eficiente”, disse Berta Ulmo.

O projeto é tratado pela Light como uma iniciativa inédita no setor elétrico brasileiro e deve servir de base para novas soluções voltadas à convivência entre rede urbana e vida silvestre no Rio de Janeiro.

Com informações da Rádio Tupi

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Fonte: diariodorio.com