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Leonardo Jardim no Flamengo: o que Olympiacos e Al-Hilal revelam sobre o estilo do treinador – Diário do Rio de Janeiro

Leonardo Jardim no Flamengo: o que Olympiacos e Al-Hilal revelam sobre o estilo do treinador – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmarço 5, 2026
Leonardo Jardim no Flamengo: o que Olympiacos e Al-Hilal revelam sobre o estilo do treinador – Diário do Rio de Janeiro

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Foto:Adriano Fontes/Flamengo

A chegada de Leonardo Jardim ao comando do Flamengo abre um debate imediato: o time vai mudar radicalmente de estilo? As informações são do blog de Marcos Paulo Lima

Em 2025, sob o comando de Filipe Luís, o Rubro-Negro terminou o Campeonato Brasileiro com a maior média de posse de bola da competição: 62,1%. Já o Cruzeiro treinado por Jardim ficou apenas em 14º no ranking, com 47,7%.

À primeira vista, isso poderia sugerir uma virada completa no modelo de jogo, trocando a proposta dominante por um sistema mais reativo, de bloco baixo e transições rápidas. Mas a trajetória do treinador indica algo diferente: Leonardo Jardim costuma adaptar o estilo ao elenco e ao contexto competitivo.

Trabalhos com posse dominante

Dois trabalhos mostram o treinador atuando de forma bastante propositiva.

No Al-Hilal, na temporada 2021/2022, a equipe teve 61,1% de média de posse de bola. O meio-campo contava com jogadores capazes de controlar o ritmo do jogo, como Gustavo Cuéllar, André Carrillo e Matheus Pereira, que favoreciam a retenção da bola.

Algo parecido aconteceu no Olympiacos, em 2012/2013. O time conquistou o título da Superliga da Grécia com 61% de posse média, a segunda maior do campeonato. Quando foi demitido, em janeiro de 2013, o clube liderava a competição com 10 pontos de vantagem, após 17 jogos invictos (14 vitórias e 3 empates).

Naquele time, o controle do jogo era a base da estratégia. O meio-campo tinha nomes como Ariel Ibagaza, responsável pela organização ofensiva, além de Paulo Machado, David Fuster, Giorgos Maniatis e Rafik Djebbour, jogadores capazes de manter ritmo e circulação de bola.

O modelo combinava posse territorial, pressão alta e ataque vertical, com laterais participando bastante das ações ofensivas.

Três estilos possíveis

Analisando a carreira de Leonardo Jardim, é possível identificar três padrões principais de comportamento tático:

1. Clubes dominantes em suas ligas
Quando treina equipes fortes no cenário local — como pode ser o caso do Flamengo — a posse costuma ficar próxima de 60%.

2. Ligas competitivas
Em campeonatos mais equilibrados, como Brasileirão ou Ligue 1, suas equipes oscilam entre 48% e 52% de posse, caso de Cruzeiro e Monaco.

3. Times inferiores no contexto da liga
Quando o elenco é tecnicamente inferior aos rivais, Jardim monta sistemas reativos, com posse entre 40% e 45%, como aconteceu no Al-Rayyan, do Catar.

Média de posse de bola nos trabalhos do treinador

  • Al-Hilal — 61,1%
  • Olympiacos — 61,0%
  • Al-Ain — 54,7%
  • Sporting — 54,0%
  • Braga — 52,0%
  • Cruzeiro — 50,2%
  • Monaco — 49,6%
  • Al-Ahli — 45,0%
  • Al-Rayyan — 41,6%

O que esperar no Flamengo

O histórico sugere que Leonardo Jardim não é um treinador preso a um único modelo. Ele pode montar equipes dominantes ou reativas, dependendo da qualidade do elenco e do nível da competição.

Com um plantel forte como o do Flamengo, a tendência é que o time continue com protagonismo e posse alta — embora possivelmente com ajustes na forma de pressionar, ocupar o campo e atacar.

A dúvida agora é como esse modelo será implementado no futebol brasileiro. A resposta começará a aparecer nos primeiros jogos do novo ciclo rubro-negro.

Fonte: diariodorio.com