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Gripe em alerta: quais são os estados brasileiros com mais e menos casos?

Ler Resumo Introdução O Boletim InfoGripe da Fiocruz alerta que a maioria dos estados brasileiros está em nível de “alerta”, “risco” ou “alto risco” para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG),

  • Publishedabril 30, 2026

Ler Resumo

Introdução
O Boletim InfoGripe da Fiocruz alerta que a maioria dos estados brasileiros está em nível de “alerta”, “risco” ou “alto risco” para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), complicação severa causada principalmente por influenza A e VSR. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul estão seguros. Em 2026, o país registrou 46.344 casos de SRAG e 1.960 óbitos, com a vacinação sendo a principal proteção.

Carta do papai Noel

A maioria dos estados brasileiros encontra-se em alerta, risco ou alto risco quanto à incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Os quadros de SRAG são predominantemente causados pelos vírus influenza A (gripe) e sincicial respiratório (VSR), responsável pela bronquiolite.
Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são classificados em nível de segurança para SRAG.
Dezesseis estados apresentam sinal de aumento de casos de SRAG na tendência de longo prazo.
A vacinação contra influenza e VSR é essencial para a proteção, especialmente de grupos prioritários como crianças e idosos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A nova edição do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, publicada nesta quarta-feira (29), alertou que a maioria dos estados brasileiros estão em nível de “alerta”, “risco” ou “alto risco” quanto à incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), complicação severa de infecções.
Segundo o boletim, os quadros têm sido causados, em sua maioria, pelo vírus da gripe (influenza A) e da bronquiolite (vírus sincicial respiratório).

Os dados são referentes ao período de 19 a 25 de abril. De acordo com o documento, hoje, apenas três estados estão fora da zona de alerta: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, classificados em nível de segurança.

Dados por estado
Entre os estados com a situação mais preocupante, classificados como alto risco, estão:

Pará;
Maranhão;
Mato Grosso;
Goiás;
Acre;
Paraíba.

Logo abaixo, em nível de risco, aparecem:

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Bahia;
Minas Gerais;
Mato Grosso do Sul;
Amazonas;
Roraima;
Rio Grande do Norte;
Alagoas.

Os demais estados estão em nível de alerta, uma espécie de “sinal amarelo”, fora Rio, São Paulo e Rio Grande de Sul, que estão classificados como seguros.

Nível de atividade (últimas duas semanas) e tendência atual dos casos de SRAG (últimas 6semanas) para as UFs, com base nas estimativas de casos recentes. (Fiocruz/Boletim Infogripe/Reprodução)

Panorama geral
A análise constatou que 16 estados apresentam sinal de aumento de casos de SRAG na tendência de longo prazo: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins.

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Ao mesmo tempo, alguns estados do Norte (Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins) e do Nordeste (Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), além do Mato Grosso já começam a mostrar queda ou estabilização, o que pode indicar uma desaceleração local. Já Goiás e Sergipe indicam uma possível estabilização.
Além disso, segundo o boletim, 13 das 27 capitais do Brasil apresentaram nível elevado de atividade de SRAG nas últimas semanas, com tendência de crescimento no longo prazo — entre elas, estão Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Recife, Rio Branco, Teresina e Vitória.
Influenza é o principal causador de quadros graves
O estudo mostra ainda que, nas últimas semanas, 31,6% dos casos de síndrome respiratória foram causados pela influenza A, 36,2% por vírus sincicial respiratório e 26% por rinovírus. Houve, ainda, 2,9% de influenza B, e 3% de coronavírus.
Ainda, maioria dos óbitos (46,9%) foram causados pelo vírus da gripe, seguidos pelo rinovírus (20,5%) e coronavírus (16,9%).

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Ao todo, em 2026, até o momento, já foram notificados 46.344 casos de SRAG, com 1.960 mortes.
A ocorrência dessa complicação é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, liderada pela influenza A e coronavírus.
Este ano, porém, as mortes por gripe têm crescido nas crianças de até 2 anos, embora a mortalidade continue sendo maior nos maiores de 65 anos.
Como se prevenir?
Diante dos quadros, as autoridades alertam que a principal proteção contra os casos graves de VSR e influenza é a vacinação.

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“Por isso, é essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidade, tomem a dose atualizada da vacina durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus”, disse, em nota, a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.
As vacinas para gripe, VSR e covid-19 são disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada, principalmente, para gestantes (entre 28 e 36 semanas) para proteger bebês nos primeiros meses de vida.
Já a vacinação contra a covid-19 é focada em grupos prioritários (idosos, gestantes, puérperas, imunocomprometidos, profissionais de saúde).

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Abaixo, confira onde e como tomar a vacina para gripe em 2026:

Vacina da gripe 2026: onde tomar e para quem é indicada

 
 

Fonte: saude.abril.com.br