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Eduardo Paes chama governo Cláudio Castro de “máfia” e defende Diretas Já no Rio – Diário do Rio de Janeiro

Eduardo Paes chama governo Cláudio Castro de “máfia” e defende Diretas Já no Rio – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedabril 24, 2026
Eduardo Paes chama governo Cláudio Castro de “máfia” e defende Diretas Já no Rio – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Imagem gerada por Inteligência Artificial

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) subiu o tom contra o grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL) nesta sexta-feira (24/04). Em publicação no X, Paes afirmou que o governo Castro era “máfia mesmo”.

A declaração foi uma resposta ao presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), que acusou Paes de provocar uma crise institucional no estado ao acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar sua chegada ao comando interino do Palácio Guanabara.

Mais cedo, o PSD protocolou no STF um pedido para que a Corte negue a tentativa de Douglas Ruas de assumir imediatamente o governo interino do Rio de Janeiro. O ministro Cristiano Zanin já havia determinado que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, permaneça provisoriamente na chefia do Executivo estadual.

Na publicação, Paes atribuiu ao grupo de Cláudio Castro a responsabilidade pela atual crise. Segundo ele, a origem do impasse está nas articulações feitas em 2025, quando Castro e Rodrigo Bacellar (União Brasil), então presidente da Alerj, teriam atuado pela saída de Thiago Pampolha da vice-governadoria.

Ainda de acordo com Paes, a estratégia previa que Cláudio Castro renunciasse ao governo para que Bacellar assumisse o cargo interinamente, pela linha sucessória. Rodrigo Bacellar foi cassado em março de 2026.

“A crise político-institucional que vivemos no Rio é responsabilidade da cúpula da turma que governa o Estado do Rio desde 2019”, escreveu Eduardo Paes.

O ex-prefeito também acusou a gestão anterior de permitir o avanço de territórios dominados pelo crime organizado e de usar recursos da aposentadoria dos servidores no Banco Master para financiar compra de votos.

Paes afirmou ainda que o governo Castro deixou o estado na última posição no Ideb e, no fim do mandato, tentou desviar R$ 730 milhões do Fundo Soberano estadual.

“Parece roteiro de filme de máfia e é máfia mesmo”, disse Eduardo Paes.

Em outro trecho, o pré-candidato ao governo afirmou que o Judiciário e a população fluminense têm uma oportunidade de mudar o rumo político do estado.

“O problema deles é que organizações criminosas brigam de vez em quando. Especialmente quando a coisa começa a ser exposta. O povo fluminense e o Poder Judiciário têm uma chance rara de mudar de uma vez por todas as instituições e a política do Estado do Rio. Seguimos na luta por Diretas Já”, declarou Paes.

Procurados pelo Poder360, Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar disseram que não vão se manifestar.

Entenda o caso

Cláudio Castro renunciou ao governo do Rio de Janeiro em 23 de março de 2026, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluir o julgamento que o tornou inelegível por 8 anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Com a vacância também da vice-governadoria, abriu-se uma disputa sobre a sucessão estadual.

Em março, o ministro Luiz Fux, do STF, atuou no controle da lei estadual que tratava da eleição indireta. Depois, o ministro Cristiano Zanin suspendeu a realização do pleito indireto e manteve Ricardo Couto no comando interino do estado até decisão final da Corte.

Agora, a Alerj tenta usar a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Casa como fato novo para levar o governo interino de volta ao Legislativo.

Com informações do Poder 360

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Fonte: diariodorio.com