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Corte de árvores em condomínio de luxo em Itaipava vira caso ambiental e mobiliza órgãos de fiscalização – Diário do Rio de Janeiro

Corte de árvores em condomínio de luxo em Itaipava vira caso ambiental e mobiliza órgãos de fiscalização – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedmarço 27, 2026
Corte de árvores em condomínio de luxo em Itaipava vira caso ambiental e mobiliza órgãos de fiscalização – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Foto: Reprodução

A derrubada de árvores em um condomínio de alto padrão em Itaipava, na Região Serrana do Rio, provocou reação de moradores e levou o caso a órgãos ambientais. O corte da vegetação, iniciado no início da semana no Granja Brasil, tem como objetivo abrir espaço para a construção de novas residências, mas gerou críticas devido ao impacto ambiental em uma área considerada habitat de animais silvestres.

Segundo relatos de moradores para o Blog do Ancelmo, ao menos uma centena de árvores já foi derrubada por equipes com motosserras desde segunda-feira. A área, que existe desde a implantação do condomínio, há cerca de 20 anos, abriga espécies como micos, tucanos, araras e quatis, o que intensificou a preocupação com os danos ao ecossistema local.

A insatisfação levou a comunidade a organizar um abaixo-assinado e manifestações contra o desmatamento. A mobilização ganhou novos desdobramentos nesta semana, quando o deputado estadual Carlos Minc acionou oficialmente órgãos de fiscalização ambiental.

Presidente da Comissão de Representação para Acompanhar o Cumprimento das Leis da Alerj, Minc encaminhou ofícios ao Ibama, ao Inea, ao ICMBio e à Prefeitura de Petrópolis, solicitando apuração sobre a legalidade do corte de árvores e eventuais irregularidades.

A medida busca garantir que a intervenção na área cumpra a legislação ambiental vigente, especialmente diante da continuidade das derrubadas. De acordo com moradores, mesmo após a repercussão do caso, o trabalho de remoção da vegetação segue em andamento.

Até o momento, não houve manifestação pública dos órgãos citados sobre eventuais ações de fiscalização ou suspensão das atividades. Enquanto isso, a pressão de moradores e ambientalistas aumenta, em meio ao receio de que o avanço das obras cause danos irreversíveis à fauna e à flora da região.

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Fonte: diariodorio.com