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Corpo no limite: o que as lesões de Rodrygo, Estêvão, Depay e Militão revelam sobre o futebol moderno

Ler Resumo Introdução Quatro jogadores de futebol de elite sofreram lesões graves antes da Copa do Mundo, levantando questões sobre os limites físicos dos atletas. Rodrygo (ligamento do joelho), Depay,

  • Publishedabril 30, 2026

Ler Resumo

Introdução
Quatro jogadores de futebol de elite sofreram lesões graves antes da Copa do Mundo, levantando questões sobre os limites físicos dos atletas. Rodrygo (ligamento do joelho), Depay, Estêvão e Militão (músculos da coxa) ilustram o impacto da intensidade dos jogos e calendário apertado. A recuperação varia de semanas a meses, com cirurgias frequentes. Prevenção é crucial.

Carta do papai Noel

Lesões graves em jogadores como Rodrygo (joelho), Depay, Estêvão e Militão (coxa) geram debate sobre os limites físicos no futebol.
As lesões incluem ruptura do ligamento cruzado anterior, lesões musculares de diferentes graus e ruptura de tendão proximal.
A intensidade dos jogos, calendário apertado e sobrecarga muscular contínua são apontados como causas principais.
O diagnóstico preciso com ressonância magnética e tratamentos variam de fisioterapia a cirurgias, exigindo reabilitação prolongada.
A prevenção de lesões é um desafio crescente, focando em controle de carga e preparação física individualizada.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O futebol de alto rendimento vive um momento preocupante. A poucos dias de uma Copa do Mundo, quatro jogadores de destaque – Rodrygo, Memphis Depay, Estêvão e Éder Militão – sofreram lesões importantes que os afastam dos gramados e levantam uma discussão inevitável: o corpo do atleta está no limite?
Cada um desses casos representa um tipo diferente de lesão ortopédica, mas todos têm algo em comum: são consequência direta das exigências físicas intensas, mudanças bruscas de direção, aceleração máxima e sobrecarga muscular contínua.

Rodrygo: ruptura do ligamento cruzado anterior e lesão de menisco
No caso de Rodrygo, houve ruptura do ligamento cruzado anterior associada a lesão de menisco – uma das combinações mais temidas no joelho. Esse tipo de lesão geralmente ocorre em movimentos de rotação com o pé fixo no chão, muito comuns no futebol.

O ligamento cruzado anterior é fundamental para a estabilidade do joelho, e o menisco funciona como um amortecedor da articulação. Quando ambos são comprometidos, a cirurgia é praticamente inevitável, e o retorno ao esporte costuma levar de seis a nove meses.
Memphis Depay: lesão muscular grau 2 no quadríceps
Já Memphis Depay sofreu uma lesão muscular grau 2 na parte anterior da coxa, mais especificamente no quadríceps. Trata-se de uma lesão parcial, com ruptura de algumas fibras musculares. É comum em arrancadas e chutes de alta intensidade.
Apesar de menos grave, exige cuidado: o tempo médio de recuperação varia de três a seis semanas, mas o risco de recidiva é alto se o retorno for precoce.

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Estêvão: ruptura grau 4 na musculatura posterior da coxa
O caso de Estêvão é mais preocupante. A ruptura de grau 4 da musculatura posterior da coxa representa uma lesão grave, muitas vezes associada a comprometimento do tendão. Esse tipo de lesão ocorre em sprints explosivos – exatamente no momento em que o músculo é mais exigido em alongamento máximo.
Em muitos casos, pode haver indicação cirúrgica, com tempo de recuperação entre quatro e seis meses.
Éder Militão: ruptura do tendão proximal do bíceps femoral
Por fim, Éder Militão sofreu uma ruptura do tendão proximal do bíceps femoral, um dos principais músculos da parte posterior da coxa. Trata-se de uma lesão complexa, especialmente quando envolve o tendão, pois compromete força, estabilidade e potência muscular.
O tratamento frequentemente inclui cirurgia, e o retorno ao esporte pode levar vários meses, além de exigir recondicionamento intenso.

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O que explica tantas lesões?
O aumento da intensidade dos jogos, o calendário apertado e a exigência física cada vez maior fazem com que os atletas atuem constantemente no limite. Além disso, fatores como fadiga acumulada, recuperação inadequada e até aspectos biomecânicos individuais contribuem para esse cenário.
Lesões ligamentares, como a de Rodrygo, estão mais relacionadas a movimentos de torção e instabilidade articular. Já as musculares, como as de Depay, Estêvão e Militão, têm forte relação com sobrecarga, fadiga e explosão muscular.
Diagnóstico e tratamento: precisão é essencial
Hoje, o diagnóstico dessas lesões é feito com exames de imagem, especialmente a ressonância magnética, que permite avaliar com precisão o grau da lesão e orientar o tratamento.
O tratamento varia conforme a gravidade:

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Lesões leves e moderadas: fisioterapia e fortalecimento progressivo;
Lesões graves: frequentemente cirúrgicas, seguidas de reabilitação prolongada.

O retorno ao esporte não depende apenas da cicatrização, mas da recuperação completa da força, mobilidade e confiança do atleta.
Um alerta para o futuro
Esses casos não são isolados. Eles refletem uma tendência crescente no futebol moderno. A prevenção passa por controle de carga, preparação física individualizada e atenção aos sinais do corpo.
O desafio da medicina esportiva hoje não é apenas tratar lesões, mas antecipá-las. Porque, no futebol atual, jogar bem já não é suficiente – é preciso, antes de tudo, conseguir jogar.

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*Pedro Debieux Vargas Silva é ortopedista, doutor pela Universidade Federal de São Paulo, com pós-doutorado na Universidade de Connecticut e membro da Brazil Health
(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

Fonte: saude.abril.com.br