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Cariocas ficam no Rio no Carnaval e enchem carrinho com carnes, bebidas e petiscos – Diário do Rio de Janeiro

Cariocas ficam no Rio no Carnaval e enchem carrinho com carnes, bebidas e petiscos – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedfevereiro 13, 2026
Cariocas ficam no Rio no Carnaval e enchem carrinho com carnes, bebidas e petiscos – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Carmelitas – Foto: Fernando Maia / Riotur

A maioria dos consumidores do varejo supermercadista carioca deve passar o Carnaval no Rio de Janeiro. É o que aponta uma pesquisa da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ): 68,3% dizem que vão ficar na cidade, seja em casa ou na rua, acompanhando blocos. Outros 23,4% pretendem viajar e 8,4% afirmam que vão trabalhar normalmente.

Para Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da Associação das Américas de Supermercados (ALAS), o recorte ajuda a explicar por que o Carnaval segue sendo um período decisivo para o setor. “O fato de quase 70% dos consumidores permanecerem no Rio, além das expectativas de quase 100% de ocupação da rede hoteleira e do recorde 8 milhões de foliões – segundo a Prefeitura do Rio -, mostra como o Carnaval continua sendo um dos períodos mais relevantes para o varejo supermercadista local”, afirmou Fábio Queiróz.

No carrinho, os clássicos continuam mandando, mas com um detalhe: petisco ganhou espaço. As carnes lideram a intenção de compra (31%), seguidas por bebidas (27,4%) e petiscos (24,8%). Congelados aparecem com 12,2% e itens de cuidado pessoal somam 4,5%. “O consumidor continua apostando nos clássicos do Carnaval, como carnes e bebidas, mas chama atenção o crescimento dos petiscos”, analisa Fábio Queiróz, associando a mudança a um consumo mais prático, de encontros rápidos e “bloco em bloco”.

Sobre gastos, o clima é de incerteza. Enquanto 33,7% pretendem gastar o mesmo que em 2025, 17,2% dizem que vão gastar mais e 14,1% menos. O grupo que chama atenção é o de quem ainda não decidiu: 35,1% afirmam que não sabem quanto vão destinar à folia de 2026.

A pesquisa também mostra mudanças no consumo de bebidas. Entre quem bebe álcool, 35,3% dizem que bebem mais no Carnaval e 28,2% mantêm o mesmo nível. Apenas 2,4% reduzem. Por outro lado, 34,1% dos entrevistados afirmam não consumir bebidas alcoólicas.

Entre quem não bebe, refrigerantes e sucos são os substitutos mais comuns: 43,6% optam por refrigerantes, 30,1% por sucos, 10,9% por água, 8,6% por energéticos e 6,8% por chá gelado. “Esse dado reforça a necessidade de olhar o Carnaval para além da cerveja. Existe uma demanda crescente por alternativas sem álcool”, disse Fábio Queiróz.

Quando a escolha é cerveja, preço ainda manda: 37,7% citam valor como principal fator, seguido por marca (30,1%). A cerveja zero álcool aparece no radar, sendo escolhida por 22,9%, mas o hábito ainda é minoritário: 76,1% dizem não consumir e 13,4% consomem ocasionalmente. “A cerveja zero álcool cresce, mas ainda está muito ligada a ocasiões específicas, como consumo durante o dia, antes de dirigir ou por questões de saúde”, avaliou Queiróz.

E, quando o tema é bebida zero álcool, os drinks prontos lideram a preferência (68,9%), seguidos por cerveja (29,5%) e vinho (11,9%), um sinal claro de que o varejo pode ganhar dinheiro também fora do eixo “cerveja e gelo”.

O Carnaval 2026 tem previsão de movimentar R$ 5,7 bilhões na cidade, e a leitura da ASSERJ é que o varejo supermercadista tem espaço para abocanhar uma parte maior desse bolo — principalmente com a maioria ficando no Rio e consumindo por aqui.

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Fonte: diariodorio.com