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Escolas públicas de Petrópolis ganham projetos de educação ‘mão na massa’

Uma escola mão na massa. O bairro Alto da Independência, em Petrópolis, virou palco de uma experiência educacional que foge do formato tradicional de sala de aula. Com apoio do

Escolas públicas de Petrópolis ganham projetos de educação ‘mão na massa’
  • Publishedmaio 2, 2026
Escolas públicas de Petrópolis ganham projetos de educação ‘mão na massa’

Uma escola mão na massa. O bairro Alto da Independência, em Petrópolis, virou palco de uma experiência educacional que foge do formato tradicional de sala de aula. Com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da ONU, quatro escolas públicas começam a testar um modelo de ensino que mistura sustentabilidade, criação de conteúdo e cultura digital.
A iniciativa, que começou pela Escola Municipal Alto da Independência e segue CIEP 038 Santos Dumont, deseja alcançar 1.800 alunos do ensino fundamental ao médio em quatro unidades, duas dela ainda a serem estabelecidas.
Na prática, o projeto se divide em três frentes focadas em ação dentro do currículo escolar. O Desafio Verde busca resolver problemas socioambientais do próprio bairro; o Vozes do Alto incentiva a produção de conteúdo a partir de percepções locais; e a Arquitetura de Games usa a linguagem dos jogos para trabalhar o campo tecnológico, criatividade, design, estratégia, narrativa e trabalho em equipe.
— Queremos ampliar perspectivas sobre temas normalmente estigmatizados. Sustentabilidade não é custo, é oportunidade, assim como os games. Mas, antes de tudo, é fundamental que os estudantes se enxerguem como capazes e saibam comunicar suas ideias, daí a importância da leitura e da escrita diante das ferramentas digitais — diz Victor Prado, desenvolvedor de tecnologias educacionais e idealizador do projeto.
Petrópolis é um polo econômico da Região Serrana e reúne tradição educacional, força turística e vocação tecnológica, o que contribuiu para que o projeto fosse instalado na cidade, que em 2025 foi declarada Capital Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro.
Para quem vive a escola no dia a dia, a mudança na dinâmica quebra a lógica do estudante que apenas recebe conteúdo didático. O diretor da escola pioneira no projeto aponta que o jovem passa a ser produtor de conteúdo e destaca o impacto direto dessa nova abordagem.
— Vejo a implementação desses projetos como uma grande oportunidade de fazer a escola dialogar ainda mais com a realidade, os sonhos e as potências dos nossos alunos — diz o diretor da Escola Municipal Alto da Independência, Carlos Magno.
Essa movimentação no interior fluminense é um reflexo do que os estudantes brasileiros desejam. Uma pesquisa nacional recente do MEC com 2,3 milhões de adolescentes apontou que quatro em cada dez alunos consideram aulas práticas e o uso de mídias digitais como prioridades absolutas para a educação. O que está acontecendo no Alto da Independência pode ser um caminho para tirar do papel a “escola do futuro” que os estudantes demandam.

Fonte: extra.globo.com

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