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A doença que a Copa do Mundo pode disseminar para o Brasil e o resto do mundo

Ler Resumo Introdução A Copa do Mundo nos EUA, Canadá e México eleva o risco de propagação do sarampo, alertam autoridades. O Ministério da Saúde adverte sobre reintrodução no Brasil

  • Publishedabril 23, 2026

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Introdução
A Copa do Mundo nos EUA, Canadá e México eleva o risco de propagação do sarampo, alertam autoridades. O Ministério da Saúde adverte sobre reintrodução no Brasil devido a casos nos países-sede. Altamente contagioso, o sarampo pode ter complicações graves. A vacinação tríplice viral é a prevenção eficaz.

Carta do papai Noel

Viagens para a Copa do Mundo (EUA, Canadá, México) aumentam risco de disseminação do sarampo.
Ministério da Saúde alerta para reintrodução da doença infecciosa no Brasil.
Sarampo é viral, altamente contagioso e pode causar complicações sérias como pneumonia e cegueira.
Em 2025, houve 248 mil casos globais; 13 mil nos países-sede da Copa.
A vacina tríplice viral é eficaz na prevenção e está disponível gratuitamente no SUS.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A alta de viajantes em decorrência da próxima Copa do Mundo de Futebol, que será disputada entre junho e julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México, fez especialistas e autoridades sanitárias soarem o alarme para o risco de maior propagação do sarampo pelo planeta.
O Ministério da Saúde emitiu nesta quinta-feira, 23, um comunicado alertando sobre a possibilidade de reintrodução da doença infecciosa no Brasil a partir de deslocamentos para os países que serão sede do evento. A preocupação se deve ao fato de que as três nações concentram boa parte dos casos de sarampo nas Américas.

O sarampo é uma moléstia viral altamente contagiosa. O patógeno está entre os micro-organismos com maior capacidade de transmissão no planeta – uma pessoa com o vírus pode passá-lo a outras 18, pelas estimativas dos cientistas. Segundo o Ministério, a chance de um indivíduo que não se vacinou pegar a doença após contato próximo com alguém infectado supera os 90%.

O vírus do sarampo costuma ser transmitido por via aérea e disparar sintomas como febre alta, tosse, congestão nasal e manchas vermelhas na pele. Mas pode evoluir para complicações potencialmente graves como pneumonia, encefalite e cegueira.
Em 2025, foram notificados 248 mil casos globais, mais de 13 mil deles nos países da Copa do Mundo – o Canadá teve mais de 5 mil casos, o México chegou a 6 mil e os EUA passam de 2 mil. Devido à dispersão nas Américas, a região perdeu o status de livre de sarampo no ano passado.

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Embora o Brasil ainda tenha o selo de livre da circulação endêmica, o agente infeccioso segue à espreita e fazendo vítimas, em geral não vacinadas. Foram 38 casos em 2025 e dez até o momento neste ano.
Vacinação é crítica
Aí que está: apesar da alta transmissibilidade e do potencial de causar estragos à saúde humana, o sarampo pode ser prevenido com vacina. Um produto seguro, eficaz e já aplicado em bilhões de pessoas pelo mundo.
A principal fórmula utilizada para a proteção é a vacina tríplice viral, que pode ser tomada a partir do 1º ano de vida. É fundamental que o esquema vacinal seja seguido para evitar a infecção.

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O imunizante está disponível gratuitamente em postos de saúde do SUS e a recomendação é que pessoas que não se vacinaram ou não têm certeza que receberam a picada procurem uma UBS para garantir sua dose.
Isso se torna ainda mais crítico caso o cidadão planeje torcer pelo Brasil diretamente nos estádios da Copa do Mundo, em um contexto que reúne milhares de pessoas de destinos diferentes com o agravante de já estar em um local com maior risco de disseminação do vírus.
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Fonte: saude.abril.com.br