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Trecho da Primeiro de Março, no Centro, está sem luz há três dias – Diário do Rio de Janeiro

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Há três dias que o desassossego e o medo fazem parte de quem passa pela Rua Primeiro de Março entre a Praça XV e a Rua do Rosário, no Centro do Rio de Janeiro. O movimentado trecho está às escuras, colocando em risco a segurança e a integridade física de pedestres e condutores.  

A região é um polo histórico-cultural importantíssimo do Rio de Janeiro, com centros culturais, inúmeros projetos do Reviver Cultural e igrejas centenárias muito visitadas.

Conhecida como pequena Lisboa, a região é ainda cheia de casarios históricos, configurando um conjunto tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Além disso, o trecho conta com vários restaurantes e polos gastronômicos com culinárias diversas, que atraem turistas de todo o Rio de Janeiro, de vários estados do Brasil; sem contar os globais, que adoram a gastronomia carioca, temperada com samba e outros ritmos que animam as ruas da cidade.

A área foi um dos focos principais do Reviver Centro, projeto de revitalização urbanística, cultural, social e econômica da região, por meio do qual o poder público e a iniciativa privada visam atrair novos moradores para novas construção ou edificações retrofitadas.

Desde o seu lançamento, em 2021, o projeto já emitiu inúmeras licenças para aberturas de espaços culturais, aberturas de estabelecimentos comerciais, revitalização de casas e edifícios, além de execuções de novas construções.

O projeto também contempla a criação, revitalização e manutenção de áreas verdes e estímulo à mobilidade urbana ambientalmente sustentável.

Todo o investimento realizado ao longo desse tempo, tornou a região, uma área viva no Centro da cidade, um verdadeiro e democrático ponto de encontro das pessoas quando saem do trabalho.

No local, é comum ver pessoas reunidas em bares e restaurantes para tomar um chope e jogar conversa fora. Já os devotos contam com uma boa diversidade de igrejas para o exercício da fé.

Infelizmente, o problema da falta de iluminação no local é recorrente e tem causado sérios problemas aos comerciantes e às iniciativas culturais, que perdem frequentadores e dinheiro.

Diante de tamanha efervescência cultural, religiosa e econômica é inconcebível que um trecho tão movimentado e importante da região esteja entregue à escuridão, gerando uma sensação de insegurança na população logo ao cair da noite.

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Fonte: diariodorio.com

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