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Porto pega embalo, reaprende a pedalar e entra em nova fase no Rio com projetos liderados pela Cury – Diário do Rio de Janeiro

Porto pega embalo, reaprende a pedalar e entra em nova fase no Rio com projetos liderados pela Cury – Diário do Rio de Janeiro
  • Publishedabril 9, 2026
Porto pega embalo, reaprende a pedalar e entra em nova fase no Rio com projetos liderados pela Cury – Diário do Rio de Janeiro

Carta do papai Noel
Região receberá mais de 9 km de ciclovias em parceria com a Cury Construtora

Dizem que ninguém esquece como andar de bicicleta. O corpo guarda. Pode passar tempo, mas basta um impulso que o equilíbrio volta. No Porto do Rio, a lógica lembra isso, com uma diferença importante. A região não está lembrando. Está reaprendendo, e em ritmo acelerado.

Por décadas, o território foi sinônimo de passagem, trabalho e operação logística. Um pedaço antigo da cidade, porta de entrada do Rio, moldado por galpões e armazéns. Esse papel começou a perder força a partir dos anos 1990, quando atividades migraram para outras áreas, especialmente na Baixada Fluminense.

A virada começou com o Porto Maravilha, entre 2014 e 2016, que reorganizou o espaço urbano. Mas a engrenagem só começa a girar de fato agora, com gente chegando para morar. Hoje, já são mais de 20 empreendimentos em construção. Dois deles já entregues, com moradores ocupando uma região que, até pouco tempo, praticamente não tinha vida residencial. É o início de um teste real de bairro, que no final das contas, depende de movimento. Estrutura sozinha não sustenta.

Pedala Porto Rio

Com mais de 80% dos lançamentos previstos na região, a Cury saiu na frente nesse novo ciclo. Em 2021, foi a primeira a apostar no residencial por ali. O projeto teve boa resposta de mercado e ajudou a recolocar o Porto no radar. Para situar o leitor, o bairro do Santo Cristo acumulou valorização de quase 640% no metro quadrado em seis anos.

Estudos recentes sobre mobilidade urbana no Rio apontam o avanço da micromobilidade como alternativa prática para trajetos curtos, especialmente em áreas centrais

De lá para cá, a estratégia saiu do limite dos canteiros e começou a operar no território. A lógica agora é ativar o entorno, induzir circulação e, principalmente, criar rotina, elemento básico de qualquer bairro que se sustente. Sem uso, não há cidade. É nesse ponto que a bicicleta deixa de ser acessório e passa a cumprir um papel na engrenagem urbana.

Lançado em abril, o Pedala Porto Rio propõe ocupar a região sobre duas rodas. A iniciativa convida moradores e visitantes a percorrer o território, conectando mobilidade, arte e paisagem urbana. O movimento conversa com uma demanda que já aparece nos estudos de mobilidade urbana. A micromobilidade cresce como alternativa para trajetos curtos, principalmente em áreas centrais. Com integração a modais como VLT e metrô, a bicicleta deixa de ser lazer e passa a funcionar no dia a dia.

“O Pedala Porto nasce de uma leitura do tempo da cidade. O Porto deixou de ser um projeto e passou a ser um território pulsante com novos moradores — e isso exige uma nova camada de infraestrutura, mais próxima das pessoas. Infraestrutura, cultura e mobilidade ativa integradas no coração da cidade. A mobilidade ativa entra como base dessa transformação, não só conectando pontos, mas reconectando as pessoas com a rua, com o território e com a experiência de viver a cidade”, afirma André Bretas, fundador da Visionartz, empresa brasileira que celebra 15 anos de uma atuação que tem como mote utilizar-se da arte urbana como alavanca de transformação social e econômica.

Rio Wonder, primeiro empreendimento inaugurado no Porto do Rio – Foto: Divulgação/Cury

9,5 km de ciclovias

Para esse fluxo ganhar escala, a infraestrutura precisa acompanhar. Em parceria com a Prefeitura, por meio da CCPar, a Cury anda participando da revitalização de 9,5 quilômetros de ciclovias no Porto Maravilha. O projeto prevê a recuperação de 8,8 km já existentes e a implantação de 660 metros de novas rotas, além da instalação de bicicletários no Largo da Carioca e na Praça XV, pontos estratégicos de integração com outros modais.

A ampliação da malha cicloviária ajuda a conectar o Porto ao restante do Centro e reforça a mobilidade ativa como parte da rotina. Mas, na prática, não basta só garantir o trajeto. É preciso que o percurso faça sentido no dia a dia e convide à permanência. Nessa linha, o projeto também incorpora uma lógica de uso mais contínuo do espaço urbano. Inspirado nas Ramblas de Barcelona — aqui traduzidas como uma espécie de “mini calçadões” —, a proposta aposta na criação de eixos de convivência que misturam circulação e permanência, estimulando o uso cotidiano das áreas públicas.

Esse desenho acompanha a transformação em curso na região. Com o avanço dos empreendimentos e a chegada de novos moradores, o território começa a ganhar outras camadas de uso. O que antes operava quase exclusivamente em função da logística passa a incorporar comércio, serviços e fluxo constante de pessoas, condição básica para sustentar a dinâmica de um bairro.

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Fonte: diariodorio.com